Terça, 31 de Março de 2026
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Produto Interno Bruto do Rio Grande do Sul cresce 0,9% em 2025

Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul registrou crescimento de 0,9%, em relação ao ano anterior, totalizando R$ 753,194 bilhõ...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom RS
31/03/2026 às 17h49
Produto Interno Bruto do Rio Grande do Sul cresce 0,9% em 2025
Desempenho do quarto trimestre consolida o balanço anual e setores urbanos garantem avanço do PIB estadual -Foto: Paloma Fleck/Ascom SPGG

Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul registrou crescimento de 0,9%, em relação ao ano anterior, totalizando R$ 753,194 bilhões, o que respondeu a 5,91% do PIB nacional no período. O resultado foi sustentado pelo avanço de 1,7% na indústria e de 1,7% nos serviços, que compensaram a retração de 6,8% na agropecuária, impactada pela estiagem no primeiro semestre. O PIB per capita estadual atingiu R$ 67.050 no ano passado, valor 12,3% superior à média brasileira, que foi de R$ 59.687 no mesmo período.

O comportamento da economia gaúcha ao longo de 2025 foi consolidado pelo desempenho do quarto trimestre, quando a economia gaúcha cresceu 0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, superando o crescimento de 0,1% da economia brasileira no mesmo período. O avanço foi impulsionado principalmente pela agropecuária, que apresentou expansão de 16,7% no trimestre. Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024, o PIB do Estado apresentou crescimento de 2,1%, acima do resultado nacional, de 1,8%.

Os dados integram os cálculos do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), e foram divulgados nesta terça-feira (31/3). A coletiva de imprensa contou com a participação do secretário-adjunto da pasta, Felipe Cruzeiro, da subsecretária de Planejamento da SPGG, Carolina Scarparo, do diretor do DEE/SPGG, Tomás Fiori, e do pesquisador Martinho Lazzari, que apresentou os números.

Mesmo com perdas na agropecuária, PIB do RS registra alta em 2025 -Foto: Paloma Fleck/Ascom SPGG
Mesmo com perdas na agropecuária, PIB do RS registra alta em 2025 -Foto: Paloma Fleck/Ascom SPGG

“Os dados mostram um resultado dentro do esperado para o período, considerando os impactos climáticos que afetaram a economia ao longo do ano. Mesmo com a retração na agropecuária, a indústria e os serviços contribuíram para sustentar o crescimento. É um cenário que aponta para certa regularidade, ainda que eventos como a estiagem sigam como um fator relevante e recorrente para o Estado”, afirmou Cruzeiro.

Agropecuária

A agropecuária registrou crescimento de 23,4% no quarto trimestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior. Já no acumulado anual de 2025, influenciado, principalmente, pela estiagem que afetou a produção de soja, cuja safra apresentou queda de 25,2%, o setor teve retração de 6,8%.

Entre os produtos que apresentaram aumento de produção em 2025 estão a uva (39,3%), o arroz (22,9%), o fumo (22,5%) e o milho (17,5%). Além do aumento da produção, o setor também registrou avanços de produtividade. O Estado apresentou crescimento na produtividade da uva (38,1%), do milho (32,2%), do fumo (15,6%) e do arroz (15,1%).

Indústria

No quarto trimestre de 2025, a indústria gaúcha recuou 1,8% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O movimento foi influenciado por resultados negativos em todas as subatividades do setor, com destaque para as quedas na construção (-2,6%) e no segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (-2,4%). A indústria de transformação e a extrativa mineral também apresentaram retração no período, de 0,5% e 0,4%, respectivamente.

Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período do ano anterior, a indústria registrou crescimento de 0,8%. O resultado foi impulsionado pelo desempenho da indústria de transformação (1,7%) e pela atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (1,3%). Em sentido oposto, houve retração na indústria extrativa mineral (-1,3%) e na construção (-4,3%).

No acumulado de 2025, a indústria apresentou expansão de 1,7%. O resultado foi sustentado pelo aumento da atividade extrativa mineral (1,4%), da indústria de transformação (3,1%) e da construção (0,3%). A única queda ocorreu no segmento de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, que recuou 7,1%, influenciado principalmente pela redução da geração hidrelétrica durante a estiagem registrada no primeiro semestre, quando os níveis dos reservatórios ficaram abaixo do habitual.

O crescimento da indústria de transformação ao longo do ano foi impulsionado por nove das 14 atividades pesquisadas. Entre as de maior impacto na taxa agregada, destacaram-se as elevações nas indústrias de máquinas e equipamentos (10,6%), produtos alimentícios (7,2%), produtos do fumo (13,9%) e produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (5,9%). Por outro lado, as quedas mais relevantes ocorreram nas atividades de derivados de petróleo e biocombustíveis (-4,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,5%) e de couros, artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-2,7%).

Serviços e comércio

No setor de serviços, houve crescimento de 0,7% na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024. O resultado foi associado principalmente ao aumento da intermediação financeira e seguros (5,0%), de outros serviços (1,8%), das atividades imobiliárias (1,5%) e da administração, educação e saúde públicas (0,3%).

No mesmo intervalo, registraram retração o comércio (-2,6%), os transportes, armazenagem e correio (-1,0%) e os serviços de informação (-0,1%). No acumulado de 2025, os serviços registraram crescimento de 1,7%, puxados sobretudo pela intermediação financeira e seguros (4,1%), pelos transportes, armazenagem e correio (2,6%) e pelo grupo de outros serviços (2,2%).

Dentro desse conjunto, o comércio avançou 1,3% no acumulado do ano. As principais altas ocorreram nas vendas de hipermercados e supermercados (3,6%), de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,4%), de combustíveis e lubrificantes (2,1%) e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,7%).

Texto: Marcelo Bergter/Ascom SPGG
Edição: Secom

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