
Na manhã desta segunda-feira, 30, o prefeito de Bento Gonçalves, Diogo Siqueira, anunciou que deixará o cargo para disputar uma vaga de deputado federal nas eleições de 2026. Ao justificar a decisão, procurou apresentar a saída não como recuo, mas como ampliação de escala: disse estar diante de uma “nova missão” e afirmou que, embora fosse mais confortável permanecer no Executivo municipal, escolheu um projeto que considera maior para Bento Gonçalves e para o Rio Grande do Sul. O vice-prefeito Amarildo Lucatelli assume o comando da prefeitura a partir desta terça-feira, 31.
Diogo sustenta que não entra na disputa apenas para marcar posição. Ao contrário, afirma enxergar “chances reais” de vitória e vincula a candidatura à possibilidade de Bento Gonçalves voltar a ter protagonismo em Brasília. O argumento é politicamente eficiente: tenta transformar uma decisão arriscada — deixar a prefeitura no início do segundo mandato — em gesto de representação regional. "Estamos arrancando muito bem de Bento Gonçalves, mas eu preciso fortalecer os apoios em Garibaldi, em Farroupilha e Carlos Barbosa também. Temos nomes importantes nos apoiando também em outras cidades gaúchas e isso deve impulsionar nossa candidatura", destacou o ex-prefeito.
Num primeiro momento, o grupo de Diogo Siqueira acredita que a ideia é buscar 70 mil votos para brigar por uma vaga direta para a Câmara dos Deputados. Porém, o projeto é mais ambicioso. O estrategista político e visionário Carlos Perizzollo, relata que o trabalho a ser realizado vai buscar um inédito número de 50 mil votos somente em Bento Gonçalves. "O nome do Diogo é quase uma unanimidade no município. Ninguém agrada a todos, mas temos 93 mil votos válidos aqui. É possível buscarmos 50% a 60% desse total. Aí teríamos grande chance de emplacar o nome dele como um dos novos deputados federais", destacou.
Durante a coletiva foram anunciados os nomes do vereador Anderson Zanella e do ex-procurador do município, Sidgrei Spassini, que deixam o Progressistas para ingressar no PL. O movimento comprova que o PL será uma filial do PP, tendo seus principais nomes também comandando as ações na sigla. O vereador Henrique Nuncio é outro que pode aparecer na sigla, porém depende de autorização da executiva estadual para mudar de partido.
Diogo Siqueira adiantou que nesta semana assume a presidência do diretório municipal do PL em Bento. Ele disse que deve iniciar uma série de conversas para saber se os integrantes do partido estão dispostos a acompanhá-lo na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. O ex-prefeito também pretende conversar com Rafael Pasqualotto, que está deixando a presidência da sigla. A ideia é aparar as arestas e buscar uma linha de conciliação dentro do partido.