Terça, 24 de Março de 2026
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Minha Casa, Minha Vida 2026: Teto de renda familiar aumenta para R$ 13 mil

Com essa medida, o limite de financiamento para a classe média sobe para R$ 600 mil. Entenda o que muda e quem será beneficiado.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
24/03/2026 às 15h12 Atualizada em 24/03/2026 às 17h18
Minha Casa, Minha Vida 2026: Teto de renda familiar aumenta para R$ 13 mil

O sonho da casa própria acaba de ter suas regras ampliadas para milhares de brasileiros. O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, nesta terça-feira (24), mudanças significativas no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A decisão aumenta o teto de renda para todas as faixas do programa e eleva os valores máximos dos imóveis que podem ser financiados.

Com as novas diretrizes, a expectativa do governo federal é que pelo menos 87,5 mil famílias sejam beneficiadas. A medida busca impulsionar o acesso ao crédito habitacional e aquecer o setor imobiliário, atendendo tanto a população de baixa renda quanto a classe média.

Novos limites de renda familiar

A principal atualização do programa é o reajuste das faixas de renda mensal bruta. Essa mudança permite que mais pessoas se enquadrem em categorias com taxas de juros mais atrativas e condições facilitadas. Confira os novos valores:

  • Faixa 1: passou de R$ 2.850 para R$ 3.200 (aumento de 12%);

  • Faixa 2: passou de R$ 4.700 para R$ 5.000 (aumento de 9%);

  • Faixa 3: passou de R$ 8.600 para R$ 9.600 (aumento de 12%);

  • Faixa 4: passou de R$ 12.000 para R$ 13.000 (aumento de 8%).

Uma novidade de destaque é a criação de uma nova taxa de juros de 4,50% ao ano, destinada exclusivamente aos financiamentos contratados por famílias da Faixa 1 (com renda até R$ 3.200).

Teto dos imóveis financiados também sobe

Para acompanhar a valorização do mercado imobiliário e garantir que os participantes do programa encontrem propriedades compatíveis nas cidades, os valores máximos dos imóveis também foram reajustados, com foco especial nas faixas superiores:

  • Faixas 1 e 2: Os valores permanecem entre R$ 210 mil e R$ 275 mil (variando conforme o porte populacional e a localização do município).

  • Faixa 3: O limite de financiamento passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil (alta de 14%).

  • Faixa 4: O teto de imóvel saltou de R$ 500 mil para R$ 600 mil (alta de 20%).

Impacto no mercado e vigência

Para subsidiar essas alterações e cobrir a redução nas taxas de juros, o governo utilizará recursos do Fundo Social, que dispõe de um orçamento na casa dos R$ 31 bilhões reservados para aplicação no programa habitacional.

A elevação do teto da Faixa 4 — que passou por seu primeiro reajuste desde que foi criada no ano passado — é vista pelo mercado como um passo estratégico. O objetivo é alavancar a compra de imóveis pela classe média, que atualmente enfrenta o desafio dos juros altos nos financiamentos tradicionais devido à escassez de recursos na caderneta de poupança.

As novas regras do Minha Casa, Minha Vida entrarão em vigor oficialmente assim que a resolução do Conselho do FGTS for publicada no Diário Oficial da União (DOU).

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