
Um homem de 39 anos foi preso nesta sexta-feira (27) após invadir a residência da ex-companheira e tentar estrangulá-la no bairro Feitoria, em São Leopoldo. O crime de tentativa de feminicídio só foi interrompido porque a mãe da vítima presenciou o ataque no quarto e gritou por socorro, forçando a fuga imediata do agressor.
A invasão ocorreu durante a madrugada. Surpreendida no quarto, a mulher sofreu esganadura e, antes de fugir em uma motocicleta preta, o invasor ainda mordeu o dedo da vítima. A Guarda Civil Municipal de São Leopoldo atendeu a ocorrência e encaminhou a mulher ao Hospital Centenário para atendimento médico. Ela apresentava hematomas nos braços, nas pernas e o ferimento causado pela mordida.
O histórico de violência contra a mulher por parte do agressor é recente e marcado pela reincidência. Ele já havia sido preso no dia 19 de fevereiro pelos crimes de ameaça e perseguição contra a mesma vítima, ocasião em que a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência. Apesar da ordem judicial de afastamento, após ser solto, ele continuou a intimidar a ex-companheira de forma sistemática, inclusive comparecendo ao seu local de trabalho.
Após a fuga na madrugada de sexta-feira, as forças de segurança iniciaram diligências e conseguiram localizar o homem no bairro Lomba Grande, no município vizinho de Novo Hamburgo. O caso foi formalizado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) como descumprimento de medida protetiva e tentativa de feminicídio. O agressor permanece à disposição da Justiça.
A intervenção rápida, seja da própria vítima, de familiares ou de vizinhos, é o fator determinante para interromper o ciclo de abusos e evitar o feminicídio. O rigor no cumprimento das medidas protetivas e a comunicação imediata às autoridades salvam vidas.
Se você é vítima ou tem conhecimento de algum caso de violência doméstica, denuncie. Os canais são gratuitos, funcionam 24 horas por dia e garantem o sigilo das informações:
190 (Brigada Militar): Acione imediatamente em casos de emergência e agressão em andamento.
180 (Central de Atendimento à Mulher): Canal nacional para denúncias anônimas, escuta qualificada e orientações sobre a rede de proteção.
197 (Polícia Civil): Número para repassar informações ou denúncias de forma sigilosa.
Delegacias Especializadas (DEAM): Procure a unidade mais próxima para registrar o boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência.