
A tarde desta sexta-feira (27) registrou um golpe inovador e contundente contra o crime organizado no Rio Grande do Sul. Em uma operação de inteligência e repressão qualificada, a Polícia Civil, com o apoio tático da Brigada Militar, desmantelou uma fábrica clandestina de armas de fogo que operava com tecnologia de impressão 3D no município de Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos.
A ofensiva policial teve como alvo um endereço situado na região do Kephas. Durante a invasão ao local, as equipes flagraram a linha de montagem do crime: foram apreendidas uma impressora 3D em pleno funcionamento e sete submetralhadoras que haviam acabado de ser produzidas pelos criminosos.
A operação resultou na prisão em flagrante de quatro indivíduos, todos suspeitos de envolvimento direto na linha de fabricação e na posterior distribuição das armas para facções criminosas.
O uso de impressoras 3D para a criação de armamentos letais tem se tornado uma dor de cabeça e uma preocupação crescente entre as forças da segurança pública. O método atrai o crime organizado devido à facilidade de produção em ambientes fechados e, principalmente, à imensa dificuldade de rastreamento dessas armas, que muitas vezes não possuem numeração ou peças metálicas convencionais registradas.
Até o início da noite de sexta-feira, as equipes policiais e de perícia ainda permaneciam no local do flagrante, realizando buscas minuciosas e coletando evidências que possam levar ao desmantelamento completo dessa rede ilícita.
As autoridades agora aprofundam as investigações para descobrir se há outros envolvidos na operação de montagem, qual era a real extensão da distribuição dessas armas ilegais e quais são as conexões do grupo com outras atividades criminosas na área. O sucesso da apreensão das submetralhadoras destaca a importância da vigilância constante e da cooperação integrada entre as diferentes instituições para frear o avanço tecnológico da criminalidade no Estado.