Quinta, 30 de Abril de 2026
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Conta de energia elétrica permanece com bandeira tarifária verde em março

Neste patamar, não há cobrança de custo adicional nas faturas dos consumidores brasileiros, segundo a Aneel.

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Brasil
27/02/2026 às 19h31 Atualizada em 28/02/2026 às 08h56
Conta de energia elétrica permanece com bandeira tarifária verde em março

A sexta-feira (27) terminou com uma excelente notícia para o orçamento das famílias e empresas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou oficialmente a manutenção da bandeira tarifária verde para o mês de março. Trata-se do terceiro mês consecutivo em que a tarifa permanece no seu patamar básico, o que significa que não haverá a cobrança de custos adicionais na fatura de energia elétrica do consumidor.

De acordo com a avaliação técnica da agência, o principal fator que permitiu manter a conta de luz sem as temidas taxas extras foi o aumento considerável no volume de chuvas registrado ao longo de fevereiro. A precipitação resultou na elevação do nível dos reservatórios das hidrelétricas, configurando um cenário altamente favorável para a geração de energia.

Termelétricas de prontidão e próxima avaliação

Apesar das condições de geração serem positivas na maior parte do tempo, a Aneel faz um alerta preventivo. O órgão lembra que, em situações operativas específicas, ainda pode ocorrer o despacho complementar de usinas termelétricas (que geram energia mais cara) apenas para garantir a total robustez e segurança do sistema elétrico nacional.

Pelo calendário divulgado pela agência reguladora, a próxima reunião para avaliar o cenário ocorrerá no dia 27 de março, data em que sairá a definição sobre a bandeira a ser aplicada no mês de abril.

Como funcionam os custos extras das bandeiras tarifárias

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias serve para refletir com transparência os custos variáveis da geração de eletricidade no Brasil. A cada mês, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reavalia as condições e define a melhor estratégia para atender a demanda das residências e indústrias.

Quando a bandeira verde está ativa, o consumidor paga apenas o valor normal do seu consumo. No entanto, quando as condições climáticas pioram, os custos extras são repassados. Vale lembrar que os valores das bandeiras são reajustados anualmente pela Aneel no final do período úmido, em abril. Atualmente, os acréscimos funcionam da seguinte forma:

  • Bandeira amarela (condições menos favoráveis): acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos.

  • Bandeira vermelha, patamar 1 (condições mais custosas): acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh.

  • Bandeira vermelha, patamar 2 (condições muito custosas): acréscimo severo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.

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