Quinta, 26 de Fevereiro de 2026
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Fraude no INSS: Deputados aprovam quebra de sigilo bancário de filho de Lula

CPI investiga repasse financeiro e suspeita de sociedade oculta envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
26/02/2026 às 13h00
Fraude no INSS: Deputados aprovam quebra de sigilo bancário de filho de Lula
Lulinha entrou na mira da comissão após reportagens indicarem que ele teria recebido valores de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS” - Foto: Alex Silva / Estadão / Especial NB

A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como "Lulinha", filho do presidente da República. A decisão ocorreu em um clima de forte tensão política, culminando na suspensão da sessão após uma confusão generalizada entre os deputados em Brasília.

O filho do presidente entrou na mira da comissão após reportagens indicarem que ele teria recebido valores de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o "Careca do INSS".

Suspeita de sociedade oculta e mensagens interceptadas

De acordo com o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a medida investigativa foi solicitada porque há a suspeita de que Fábio Luís tenha atuado como "sócio oculto" de Antônio Camilo.

A justificativa técnica para o avanço da apuração baseia-se em mensagens interceptadas pelas autoridades. Segundo o relator, em um dos diálogos, ao ser questionado sobre o destinatário final de um pagamento de R$ 300 mil (originalmente destinado à empresa de Roberta Luchsinger), Antônio Camilo responde explicitamente que o montante iria para "o filho do rapaz".

Tumulto e suspensão da sessão na CPI do INSS

Tumulto após a aprovação da quebra de sigilo bancário do filho do presidente teve até troca de socos - Foto: Reprodução/Especial NB

 

A aprovação do requerimento gerou protestos imediatos. Parlamentares da base governista se aproximaram da mesa diretora para questionar e protestar diante do resultado, o que deu início a um princípio de tumulto.

A confusão e o empurra-empurra envolveram deputados de diferentes partidos políticos, como Rogério Correa (PT-MG), Evair de Melo (PP-ES), Luiz Lima (Novo-RJ) e o próprio relator Alfredo Gaspar. Alguns parlamentares precisaram ser separados fisicamente pelos colegas para evitar agressões, o que forçou a suspensão imediata dos trabalhos na comissão.

Outras quebras de sigilo aprovadas

Além do avanço sobre os dados de Fábio Luís, a CPI do INSS também aprovou outras medidas importantes no mesmo dia. Foram autorizadas a quebra de sigilo bancário e fiscal do Banco Master, bem como a convocação do seu ex-CEO, Augusto Ferreira Lima, para prestar esclarecimentos oficiais. A comissão ainda aprovou a convocação para depoimento de um ex-assessor do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

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