
O número de mortes violentas no Carnaval de 2026 caiu 9,1% no Rio Grande do Sul em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), foram registradas 20 ocorrências de crimes violentos letais intencionais (CVLI) desde sexta-feira (13/2) até as 19 horas desta terça-feira (17/2), sendo 18 homicídios, um feminicídio e um latrocínio. No Carnaval do ano passado, foram 22 ocorrências, das quais 19 foram homicídios.
Em relação às festividades de 2024, a queda no número de ocorrências de crimes violentos letais intencionais (CVLI) é ainda mais acentuada, chegando a 52,4%. Naquele ano, também entre a sexta-feira e a terça-feira de Carnaval, foram registrados 42 mortes, das quais 34 homicídios dolosos e três feminicídios.
Fortalecimento na segurança
A redução na criminalidade durante a folia é reflexo dos preparativos das forças de segurança do Estado para o período. Já no começo do mês, por exemplo, a Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), havia iniciado a operação Carnaval Seguro. O objetivo é intensificar ações preventivas e repressivas no enfrentamento à violência doméstica, familiar e contra a mulher, assegurando que as pessoas possam vivenciar o período com segurança, dignidade e paz.
Ao longo de fevereiro, as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs) vêm reforçando seu atendimento, com aumento de diligências, prisões e ações integradas com a rede de proteção, além de orientações e acolhimento às vítimas. A operação segue até o fim das festividades, no dia 18 de fevereiro.
A Brigada Militar também reforçou o efetivo e a presença ostensiva nas ruas, apostando na aproximação com a comunidade. O policiamento a pé, em especial, foi intensificado para garantir a proteção dos foliões, em especial dos grupos vulneráveis. Nesta Operação Carnaval, a Brigada Militar organizou seu planejamento com foco na prevenção, atuando junto aos organizadores de eventos em todo o Estado para antecipar problemas que se repetem todos os anos.
Telefones de emergência
Texto: Secom
Edição: Secom