Terça, 03 de Fevereiro de 2026
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Operação da Polícia Civil sacode a Serra Gaúcha nesta terça-feira

Ação já bloqueou R$ 17 milhões de grupo suspeito de matar homem para roubar automóvel.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
03/02/2026 às 09h50
Operação da Polícia Civil sacode a Serra Gaúcha nesta terça-feira

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou na manhã desta terça-feira (3) uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro e cometer homicídios na Serra Gaúcha e no Litoral Norte. A ação, batizada de Fraus Vehiculorum, bloqueou judicialmente até R$ 17 milhões em bens dos investigados.

A investigação, coordenada pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa), revelou que o esquema financeiro sofisticado estava ligado a um crime brutal: o latrocínio (roubo seguido de morte) de Sérgio Javier Carro Uribarri.

Segundo a polícia, Uribarri desapareceu em Caxias do Sul e foi executado para que os criminosos pudessem roubar seu veículo, um Toyota Corolla. O corpo da vítima foi encontrado enterrado no dia 30 de janeiro em Osório, município do litoral onde o inquérito foi inicialmente conduzido.

Ostentação e Lavagem de Dinheiro

A operação mobilizou 160 policiais civis e militares para cumprir 60 ordens judiciais, incluindo 23 mandados de busca e apreensão em cidades como Caxias do Sul, Capão da Canoa e Porto Alegre.

De acordo com o delegado Rodrigo Pohlmann, da Delegacia de Repressão à Lavagem de Capitais, os líderes do grupo mantinham um padrão de vida de luxo incompatível com suas rendas declaradas. "A pessoa foi executada para que fosse feito furto do veículo", afirmou Pohlmann.

As investigações apontam que:

  • Movimentação atípica: Em apenas quatro meses, o grupo movimentou R$ 3,5 milhões.

  • Fachada comercial: Empresas de revenda de veículos eram usadas para lavar o dinheiro do crime.

  • Apreensões: Foram apreendidos cinco veículos em uma revenda em Caxias do Sul, além de R$ 52 mil em espécie e celulares.

Os suspeitos, que já possuem antecedentes por tráfico de drogas e porte ilegal de armas, teriam usado o capital ilícito para adquirir imóveis e ampliar suas estruturas comerciais

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