
Cinco meses. Esse foi o tempo que a família de Brasília Costa, de 65 anos, teve que esperar para conseguir dar um adeus digno a ela. O corpo da idosa, vítima de um dos crimes mais brutais da história recente do Rio Grande do Sul, foi finalmente sepultado nesta sexta-feira (30), no Cemitério Municipal de Jaguarão.
A cerimônia, marcada pela dor e pela revolta, durou pouco mais de uma hora. O irmão da vítima, Manoel Telles, e outros familiares acompanharam o sepultamento, encerrando um ciclo de angústia que começou em agosto de 2025.
Brasília foi assassinada e esquartejada pelo então namorado, o publicitário Ricardo Jardim. O caso ganhou repercussão nacional pela frieza do assassino:
Partes do corpo da vítima foram encontradas dentro de uma mala deixada em um guarda-volumes da Rodoviária de Porto Alegre.
Outros restos mortais foram localizados em pontos diferentes da Capital.
Um detalhe macabro persiste até hoje: o crânio de Brasília nunca foi encontrado pela polícia.
Ricardo Jardim está preso preventivamente desde setembro de 2025. O Ministério Público (MPRS) denunciou o publicitário por oito crimes, incluindo:
Feminicídio;
Ocultação de cadáver;
Vilipêndio de cadáver (desrespeito ao corpo).
A Justiça aceitou a denúncia e ele se tornou réu. A próxima audiência do processo está marcada para o dia 25 de fevereiro. Enquanto a família tenta encontrar paz no luto, a sociedade gaúcha aguarda a condenação do responsável por tamanha barbárie.