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Consumo de ultraprocessados cresce por falta de tempo, alerta nutricio

Em entrevista, Guilherme Borges, o Guima, explicou diferenças entre alimentos e defendeu formação de hábitos desde a inf

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio Fonte: Independente
19/01/2026 às 09h54
Consumo de ultraprocessados cresce por falta de tempo, alerta nutricio

O nutricionista e educador físico Guilherme Borges, popularmente conhecido como Guima, destacou o alarmante crescimento do consumo de ultraprocessados entre diversas idades, uma tendência impulsionada pela correria do dia a dia. Durante uma entrevista, ele observou que esses produtos são projetados para serem hiperpalatáveis, mas não oferecem valor nutricional adequado. “Estamos enganando nossos corpos ao acreditar que estamos nos alimentando de forma saudável. Esses alimentos são saborosos, mas com nutrição extremamente baixa”, explicou.

Borges esclareceu as distintas categorias de alimentos e enfatizou que os ultraprocessados não devem ser a base da dieta. “Existem alimentos in natura, como carnes e vegetais, e outros que são apenas processados, como os que contêm adição de sal ou açúcar. Já os ultraprocessados consistem em formulações que, na verdade, nem podemos considerar alimentos”, disse. Exemplos de ultraprocessados incluem biscoitos recheados, salsichas e massas instantâneas, que são comuns na alimentação moderna.

Apesar de um aumento na discussão sobre alimentação saudável e exercícios físicos, Borges observou que os maus hábitos persistem e a obesidade continua em ascensão. Ele enfatizou a importância de formar hábitos saudáveis desde a infância, alertando que a falta de tempo e o estresse contribuem para o quadro atual. “A prevenção deve começar cedo. O problema dos ultraprocessados não está no consumo ocasional, mas sim quando se tornam a base alimentar”, ressaltou.

Para combater essa tendência, o nutricionista sugeriu mudanças práticas no ambiente familiar, especialmente durante as férias escolares, quando as crianças têm mais tempo e acessibilidade a esses produtos. “O que está ao nosso alcance é o que geralmente acabamos consumindo. Se mantivermos esses alimentos em casa, é mais provável que sejam escolhidos”, observou. Borges também abordou a resistência de crianças a frutas e vegetais devido ao paladar viciado em açúcar, indicando que a introdução alimentar e acordos graduais com adolescentes podem ser caminhos eficazes para reeducar o paladar. Além disso, ele alertou sobre os perigos do álcool, afirmando que não há uma dose segura e que seu consumo pode prejudicar a saúde e a performance física.

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