Sábado, 07 de Março de 2026
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Criminosos se passam por recrutadores para enganar quem quer emprego

Recentemente, uma mulher, que optou por manter sua identidade em sigilo, perdeu R$ 700 ao ser atraída por uma oferta ilusória de trabalho em um hospital.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
18/01/2026 às 14h18 Atualizada em 19/01/2026 às 14h30
Criminosos se passam por recrutadores para enganar quem quer emprego

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul está em alerta após o aumento de casos de golpe do falso emprego, que tem enganado pessoas desesperadas por uma recolocação profissional. Recentemente, uma mulher, que optou por manter sua identidade em sigilo, perdeu R$ 700 ao ser atraída por uma oferta ilusória de trabalho em um hospital de Porto Alegre, o Hospital Divina Providência.

O esquema se desenrolou quando a vítima recebeu uma proposta para uma vaga na instituição. Após a primeira abordagem, o suposto recrutador questionou se ela possuía um curso específico. Sem a qualificação, a mulher foi convencida a pagar R$ 350 para cursá-lo. O criminoso, então, alegou não ter recebido o valor via Pix e insistiu para que o pagamento fosse feito novamente.

De acordo com o delegado Thiago Albeche, que comanda o Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, a estrutura desse tipo de golpe é sempre semelhante. Os golpistas costumam criar um senso de urgência e oferecem vantagens inusitadas para pressionar as vítimas. "As pessoas devem sempre verificar a autenticidade das vagas de emprego diretamente com as empresas", recomenda Albeche.

Em resposta ao uso indevido de seu nome, o Hospital Divina Providência se manifestou, esclarecendo que instaurou um comitê de crise para lidar com a situação. A entidade ressaltou que está desenvolvendo estratégias para combater esses crimes e proteger aqueles que buscam oportunidades de trabalho. A crescente incidência de fraudes levanta a necessidade de maior conscientização e precaução entre os candidatos a vagas no mercado.

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