
A ocorrência envolvendo o micro-ônibus que perdeu os freios e acabou colidindo no bairro Barracão, em Bento Gonçalves, ganha um novo elemento que amplia o debate sobre segurança viária e responsabilidade urbana: a rua onde o veículo transitava não possuía autorização para tráfego.
A informação foi confirmada pela Prefeitura de Bento Gonçalves, por meio de sua assessoria de imprensa, ao explicar a situação do trecho onde ocorreu o acidente. Segundo o Executivo, o local corresponde ao prolongamento da Rua Arlindo Menegotto, no sentido Barracão.
Conforme a Prefeitura, a obra do prolongamento foi executada por uma empresa privada, com a finalidade de interligar um condomínio. No entanto, o trecho não foi recebido oficialmente pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPURB).
Ou seja: apesar de existir fisicamente e estar sendo utilizado por motoristas, não se trata de uma via liberada, regularizada e autorizada pelo Município para circulação pública.
De acordo com o IPURB, o trecho não possuía autorização para o tráfego de veículos e, inclusive, o fechamento já havia sido solicitado ainda em dezembro.
Ainda segundo a explicação repassada pela Prefeitura, o trecho estava bloqueado. Contudo, moradores da região afirmam que o bloqueio não tem sido suficiente para impedir a circulação.
Relatos indicam que foram colocadas pedras no local para bloquear a passagem, mas que elas são frequentemente retiradas pelos próprios motoristas, que utilizam o trecho como atalho entre os bairros Vila Nova e Barracão.
A situação, segundo moradores, se repete há algum tempo, mostrando dificuldade em manter a via realmente interditada e reforçando a necessidade de fiscalização e medidas mais efetivas para impedir o uso irregular do trecho.
O caso levanta questionamentos importantes sobre:
controle e fiscalização de vias não regularizadas;
uso recorrente de trechos “alternativos” como atalhos;
riscos de acidentes em áreas sem estrutura adequada;
e o impacto de obras privadas que acabam sendo incorporadas informalmente ao tráfego urbano.
A Prefeitura deve avaliar os próximos passos para garantir que o bloqueio seja respeitado e para evitar que veículos continuem acessando o trecho, principalmente após um acidente de grandes proporções como o registrado.