
O mercado de marketing brasileiro e global chega a 2026 consolidando mudanças que, até pouco tempo, eram apenas previsões. Com a popularização dos assistentes de IA, o comportamento do consumidor mudou, forçando as empresas a serem mais diretas e autênticas para não perderem espaço no ambiente digital.
A nova forma de ser encontrado: de buscas a respostas
Durante décadas, o objetivo era aparecer na primeira página do Google. Em 2026, o foco mudou para a AEO (Otimização para Motores de Resposta). Segundo dados do portal DemandSage de 2025, cerca de 20,5% das pessoas em todo o mundo usam ativamente a busca por voz.
Isso aconteceu porque as IAs generativas agora entregam a resposta pronta. Para as empresas, isso significa que o conteúdo precisa ser extremamente técnico e confiável para que a IA o escolha como fonte. O mesmo relatório da DemandSage mostra que só nos EUA, 153,5 milhões de pessoas dependem de assistentes de voz, com a Siri liderando com 86,5 milhões de usuários.
O custo de anunciar e a volta do "olho no olho" digital
Anunciar na internet ficou mais caro. Em 2025, o custo médio para adquirir um novo cliente (CAC) no marketing digital subiu cerca de 20% em todos os setores, como aponta a publicação do portal Startups. Esse aumento levou as empresas a mudarem a estratégia em 2026: em vez de gastar todo o orçamento em anúncios para desconhecidos, elas estão investindo em quem já é cliente.
A estratégia agora utiliza os chamados dados zero-party (informações que o próprio cliente dá, como preferências e gostos, em troca de benefícios). Isso contribui para:
A Inteligência Artificial como assistente, não como autora
Se em 2024 e 2025 houve um "boom" de textos e imagens criados por IA, 2026 marca o retorno da valorização do toque humano. As empresas que mais crescem agora usam a IA para a parte chata: analisar planilhas, legendar vídeos e organizar horários de postagem.
O "marketing de influência" também mudou; os grandes influenciadores perderam espaço para os "nanoinfluenciadores" — pessoas com menos seguidores, mas que possuem autoridade real e confiança de seu público.
Ética e transparência como diferencial
Ao longo de 2025, a privacidade esteve no centro das discussões sobre regulamentação e práticas empresariais, acompanhando o fortalecimento das leis de proteção de dados em diferentes mercados. A transparência no uso de informações dos usuários passou a integrar requisitos legais e operacionais das empresas. Desse modo, para 2026, o cenário indica a continuidade desse movimento, com o conceito de “Marketing de Confiança” sendo citado em análises do setor como um dos elementos presentes nas estratégias digitais e nas relações entre marcas e consumidores.