Sábado, 11 de Abril de 2026
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Ex-juiz Sergio Moro está impedido de advogar por seis meses

A decisão é embasada na Lei 12.813 de 2013, que dispõe sobre conflito de interesses de ex-ocupantes de cargos públicos, por terem acesso a informações privilegiadas, no período imediatamente posterior à saída do cargo.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio Fonte: Divulgação
03/06/2020 às 12h38 Atualizada em 16/06/2020 às 12h45
Ex-juiz Sergio Moro está impedido de advogar por seis meses
Divulgação

A Comissão de Ética Pública da Presidência decidiu nesta terça-feira, 2 de junho, que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro será obrigado a cumprir quarentena de 6 meses antes de voltar a trabalhar. Durante este período, o ex-juiz ficará recebendo salários do governo. 

A decisão é embasada na Lei 12.813 de 2013, que dispõe sobre conflito de interesses de ex-ocupantes de cargos públicos, por terem acesso a informações privilegiadas, no período imediatamente posterior à saída do cargo. Moro não poderá atuar como advogado durante o período de 6 meses, mas está autorizado a dar aulas e a escrever artigos nesse período. Ele continuará a receber salário do governo até o encerramento dessa quarentena.

Moro deixou o governo em 24 de abril, assim que o então diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, foi exonerado contra a sua vontade. Até então ministro mais popular do governo, ele pediu demissão fazendo acusações ao presidente Jair Bolsonaro. Uma delas, a de que o presidente teria praticado interferência indevida na PF, é objeto de 1 inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal).

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