Sexta, 13 de Março de 2026
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Empresa terceirizada “some” e deixa colaboradoras de escolas sem salário

Merendeiras de escolas estaduais de 11 município da 16ª CRE estão sem receber seus vencimento e não conseguem contato com a empresa pagadora.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
15/10/2024 às 09h49 Atualizada em 15/10/2024 às 22h02
Empresa terceirizada “some” e deixa colaboradoras de escolas sem salário
Servidoras ameaçam não trabalhar, caso o salário não seja pago nesta terça-feira, 15 - Foto: Reprodução

A empresa terceirizada SCS Solução, responsável pelo fornecimento de merendeiras para escolas estaduais em 11 municípios da área de responsabilidade da 16ª Coordenadoria Regional de Educação (16ª CRE), com sede em Bento Gonçalves, está no centro de uma grave crise. As funcionárias da empresa, muitas delas mães solo, não receberam seus salários até o momento e estão sem respostas da SCS Solução, que sumiu sem dar satisfações. A situação afeta escolas de várias cidades da região, agravando o cenário já difícil enfrentado pelas trabalhadoras.

De acordo com relatos das funcionárias, o pagamento deveria ter sido realizado até o quinto dia útil de outubro. No entanto, até a presente data, nada foi depositado. As tentativas de contato com os representantes da empresa, tanto pelas colaboradoras quanto pelo titular da 16ª CRE, Alexandre Misturini, foram infrutíferas. Misturini informou que tentou diversas vezes contatar os diretores da SCS Solução, mas não obteve nenhuma resposta. A situação foi comunicada ao Setor de Finanças da Secretaria Estadual de Educação, mas nenhuma solução foi apresentada até o momento.

As funcionárias, muitas delas em situação financeira precária, estão desesperadas. "Sou mãe solo e já não tenho como sustentar meus filhos", disse uma das trabalhadoras, que preferiu não se identificar. Diante desse cenário, as colaboradoras ameaçam parar de trabalhar caso o pagamento não seja efetuado até quarta-feira, 16 de outubro. "Não dá mais para continuar assim. Trabalhamos, temos contas para pagar, e ninguém nos dá uma resposta", desabafou outra funcionária.

Na segunda-feira, 14 de outubro, as funcionárias receberam os contracheques, e a responsável pelos pagamentos da empresa alegou, via mensagem, que havia sido assaltada, o que teria provocado o atraso no pagamento. No entanto, prometido para o final da tarde do mesmo dia, o pagamento novamente não foi efetuado. Esse episódio trouxe à tona memórias de uma crise semelhante ocorrida no início de 2024, quando as funcionárias ficaram dois meses sem receber salário, gerando um caos nas escolas atendidas pela empresa.

A falta de comunicação e a incerteza sobre a regularização dos pagamentos têm causado grande apreensão entre as colaboradoras e nas escolas que dependem de seus serviços. As merendeiras são essenciais para o funcionamento das instituições de ensino, e sua ausência pode impactar diretamente os alunos.

Até o momento, a SCS Solução não se pronunciou oficialmente sobre o caso, e o silêncio da empresa só aumenta a indignação das trabalhadoras e a apreensão nas escolas. A expectativa agora é que a Secretaria Estadual de Educação tome medidas urgentes para resolver o impasse e garantir os direitos das funcionárias, que lutam pelo que lhes é devido: seus salários. A situação ainda está sendo acompanhada de perto pela 16ª CRE, que aguarda uma resposta concreta das autoridades estaduais. Enquanto isso, as funcionárias esperam que suas vozes sejam ouvidas e que a dignidade de seu trabalho seja respeitada.

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