Segunda, 13 de Abril de 2026
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Prefeito, vice e vereadores podem ter mandato estendido até 2022

Projeto é do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), que justifica que haverá uma economia de R$ 1 bilhão com a eleição unificada.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio Fonte: Divulgação
27/05/2019 às 23h05 Atualizada em 10/08/2019 às 14h30
Prefeito, vice e vereadores podem ter mandato estendido até 2022
Divulgação

Uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada na Câmara dos Deputados no mês passado tramita silenciosa e começa a ganhar força para aprovação. A medida quer estender os mandatos dos vereadores e prefeitos para que, a partir de 2022, as eleições municipais e gerais sejam unificadas. A iniciativa é do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC).

A PEC surgiu durante consulta feita pelo parlamentar na assembleia da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, onde a maioria dos mandatários dos poderes Executivo e Legislativo das cidades brasileiras vibraram com a possibilidade de ganhar mais dois anos no poder. Com a mudança, o prefeito Guilherme Pasin, seu vice Aido Bertuol e os 17 vereadores ficariam no cargo até dezembro de 2022.

O deputado Peninha alega que, com as eleições unificadas, haverá economia de recursos públicos: “Um bilhão de reais. E o povo não aguenta mais tanta eleição. Ano passado, tivemos a de presidente e já está todo mundo pensando nisso novamente”, resumiu o deputado do MDB.

Apoio do governo?

Sua assessoria nega que a iniciativa esteja vinculada a alguma orientação do governo Jair Bolsonaro (PSL), mas admite que o parlamentar buscará apoio para que a PEC seja aprovada ainda este ano – fator obrigatório para seu sucesso, já que, para o próximo, estão programadas as eleições municipais que Peninha pretende adiar.

Na justificativa que acompanha a proposta, no entanto, o deputado não esconde seu alinhamento à agenda do presidente. “É preciso considerar o momento delicado que o País atravessa. Com a supressão do pleito eleitoral de 2020, a classe política, livre dos encargos inerentes às campanhas eleitorais, poderá concentrar-se nas reformas de que a República tanto precisa”, afirma.


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