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Ministério Público afirma que mais de 100 estabelecimentos podem ter vendido carne de cavalo em Caxias do Sul

Além de hamburguerias, promotor revelou que restaurantes, pizzarias e mercados podem ter vendido a carne de equinos misturada com a bovina.

24/11/2021 às 13h24
Por: Redação Fonte: Jornal Pioneiro
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Restaurantes, pizzarias e mercados serão investigados e novos nomes de estabelecimentos podem ser divulgados
Restaurantes, pizzarias e mercados serão investigados e novos nomes de estabelecimentos podem ser divulgados

O Ministério Público pode estender a investigação para mais de 100 estabelecimentos no caso de venda clandestina de carne de cavalo em Caxias do Sul. Além das hamburguerias, a Promotoria acredita que restaurantes, pizzarias e mercados podem ter vendido a carne de equinos misturada com a carne de gado. A informação partiu do promotor Alcindo Bastos, que coordena o Grupo de Segurança Alimentar (Gaeco), em entrevista à Rádio Gaúcha Serra na manhã dessa quarta-feira, 24 de novembro.

Bastos é responsável pela Operação Hipo, deflagrada na última quinta-feira (18), que desarticulou uma quadrilha investigada por abate ilegal em uma chácara no bairro Forqueta. O promotor destacou que, com base em depoimentos, documentos e provas recolhidas na operação, é possível afirmar que não são apenas as hamburguerias que revendiam a carne.

O promotor garantiu que as provas são contundentes e que impressionaram os integrantes do Gaeco. "Já é possível visualizar  a quantidade de estabelecimentos. Nos surpreendeu um pouco a quantidade de gente, de fornecedores que negociavam com esse pessoal, sempre naquelas mesmíssimas condições: sem nota fiscal, o produto nunca tinha procedência, não tinha embalagem, não tinha refrigeração, validade, não tinha inspeção de forma alguma. Nos assustou um pouco o que surgiu a mais", revelou Bastos.

Novos casos devem ficar a cargo da Promotoria Especializada de Caxias do Sul

De acordo com Alcindo Bastos, estes novos casos devem ficar a cargo da Promotoria Especializada de Caxias do Sul. O promotor afirmou que, no dia da operação, havia uma cota de 10 análises de DNA para comprovar que havia carne de cavalo nas amostras. Apenas uma delas teve resultado negativo, que foi coletada na véspera da ação, e todas as demais foram confirmadas na terça-feira (23). Aquelas amostras foram coletadas na chácara, no local onde eram confeccionados os hambúrgueres e nos estabelecimentos.

Depois da operação, foram feitas novas coletas, e os resultados ainda não chegaram, mas agora há dificuldade em comprovar se havia carne de cavalo misturada nos alimentos. O promotor afirmou que tão logo seja comprovado o uso de carne de cavalo, os nomes dos estabelecimentos serão divulgados. "Os resultados ainda não chegaram até nós. Os estabelecimentos que vierem a ser identificados vamos divulgar nomes com base em laudos técnicos. Só ressaltando: foram coletados posterior ao encaminhamento da operação. Com a repercussão dada, acreditamos que alguns fornecedores, se não todos, descartaram talvez, ou não, antes da chegada da fiscalização e das coletas", finalizou Bastos. 

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