Terça, 20 de Outubro de 2026
Publicidade

Saiba quem são os suspeitos de envolvimento na morte de Claudir Boroto

Investigados foram capturados na tarde desta segunda-feira em Bento Gonçalves; defesa afirma que analisa a investigação para buscar a libertação.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
20/10/2026 às 16h11 Atualizada em 20/10/2026 às 18h02
Saiba quem são os suspeitos de envolvimento na morte de Claudir Boroto
Claudir Boroto teria sido morto por duas pessoas a mando de um amigo - Foto: Reprodução

O NB Notícias apurou, com exclusividade, a identidade dos três homens presos nesta segunda-feira (19) no âmbito da investigação sobre a morte do empresário Claudir Ademir Boroto, de 53 anos. Ele foi morto na madrugada do dia 29 de agosto, em sua residência, no interior de Farroupilha. Entre o crime e as prisões, passaram-se 51 dias.

Segundo a apuração da reportagem, são eles Evandro De Bortoli, de 45 anos, Fernando Prestes, de 36, e Giliade da Silva de Oliveira, de 20. As prisões são temporárias, decretadas pela Justiça a pedido da investigação — medida que tem prazo determinado e não representa condenação. 

O que diz a investigação

De acordo com o delegado Fernando Cruz Alexandre, que conduz o caso, Evandro De Bortoli é apontado como o homem que teria arquitetado a morte do empresário. Ainda segundo o delegado, os dois eram amigos de longa data e faziam negócios com frequência, e a motivação apurada seriam dívidas que De Bortoli teria com a vítima.

Fernando Prestes seria funcionário de De Bortoli e, conforme a apuração policial, teria sido chamado para executar o crime, auxiliado por Giliade de Oliveira. O jovem de 20 anos não teria ligação anterior com De Bortoli e teria recebido cerca de R$ 2 mil para participar, segundo a investigação.

A polícia também aponta De Bortoli como responsável por buscar os outros dois investigados depois que, conforme a apuração, teria sido ateado fogo no veículo da vítima, um Jeep Renegade.

Nenhum dos três tem antecedentes criminais, conforme apurou a reportagem.

O que diz a defesa

Os três são defendidos pelo advogado Vinicius Boniatti. Ele afirmou ao NB que acompanhou o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e de prisão, e que agora está se inteirando do conteúdo da investigação — que classificou como complexa e extensa — para definir quais providências adotará com o objetivo de buscar a libertação dos três.

Como foram presos

Evandro De Bortoli e Fernando Prestes foram capturados enquanto prestavam depoimento na 1ª e na 2ª delegacias de Bento Gonçalves. Giliade de Oliveira foi preso no local onde trabalhava, também em Bento Gonçalves.

Segundo o delegado Fernando Cruz Alexandre, o esclarecimento do caso resultou de um trabalho investigativo longo e detalhado, que envolveu a coleta e a análise de um grande volume de imagens de videomonitoramento. A partir desse material, de acordo com o delegado, foi possível reconstruir os deslocamentos dos investigados e estabelecer a sequência dos acontecimentos na noite do crime. Essas diligências, somadas a técnicas de investigação, levaram à identificação dos três.

A prisão temporária tem prazo fixado em lei e pode ser prorrogada. Encerrado o período, os investigados devem ser liberados, salvo se a Justiça converter a medida em prisão preventiva.