
O vereador de Porto Alegre, Giovane Byl, foi preso preventivamente nesta sexta-feira (18) durante a Operação Cinesia, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Apesar da prisão, ele continua candidato a deputado estadual pelo Podemos. A coordenadora da pós-graduação em Direito Eleitoral da FMP/RS, Francieli Campos, explicou que a prisão preventiva não afeta automaticamente a candidatura de Byl. "O candidato pode continuar concorrendo, e seu nome não será retirado da urna eletrônica neste momento da eleição", afirmou. O registro de Byl está deferido, permitindo que ele concorra normalmente, a menos que renuncie. Seu nome e foto estarão na urna, e ele pode ser eleito e diplomado. Francieli destacou que a prisão não suspende os direitos políticos do candidato. O prazo para substituição de candidatos em eleições proporcionais encerrou em 14 de setembro, impedindo o partido de trocar o candidato. Caso seja eleito, a posse de Byl dependerá de autorização judicial para escolta ou da revogação da prisão preventiva. A defesa de Byl alega inocência e prometeu se manifestar após ter acesso aos autos do processo. A assessoria do vereador classificou a prisão como "injusta". A Operação Cinesia investiga o desvio de mais de R$ 2 milhões do Fundo Municipal de Saúde de Porto Alegre para emendas parlamentares. Além de Byl, foram presos um assessor, um advogado e outro ex-integrante de uma organização da sociedade civil envolvida no esquema. As ordens judiciais foram cumpridas em Porto Alegre e Imbé, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no acompanhamento das medidas contra o advogado investigado. A partir deste sábado (19), nenhum candidato às Eleições 2026 pode ser preso, exceto em flagrante delito, conforme o artigo 236 do Código Eleitoral. A medida visa garantir o equilíbrio da disputa eleitoral.