Quarta, 22 de Julho de 2026
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Homem será submetido à cirurgia após cair em buraco em Bento

Mecânico de 41 anos, caiu de moto em uma rua sem iluminação no bairro São Roque, onde havia um buraco e paralelepípedos soltos.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
20/07/2026 às 16h26 Atualizada em 20/07/2026 às 17h00
Homem será submetido à cirurgia após cair em buraco em Bento

Um acidente numa rua esburacada e sem iluminação adequada, no bairro São Roque, vai obrigar o mecânico Alex Sandro Pedro, de 41 anos, a passar por uma cirurgia na perna. Ele caiu de moto no dia 30 de junho, na Rua Carlos Gomes, a poucos metros de casa, e está acamado desde então.

Segundo Alex, ele pilotava uma Honda Biz quando foi surpreendido por um buraco e por um paralelepípedo solto no meio da pista. Sem iluminação suficiente para enxergar o obstáculo a tempo, tentou desviar, perdeu o equilíbrio e caiu, com a moto sobre o corpo. O impacto causou uma lesão grave em uma das pernas. "Faz mais de 20 dias que estou na cama. É muita dor. Vou ter sequelas", relata.

Pouca iluminação e situação dos paralelepípedos fizeram com que Alex tivesse a queda de moto

 

Para ele, o acidente tem um peso duplo. Autônomo, que trabalha em casa, Alex está sem poder gerar renda desde a queda. E o prejuízo já é concreto: cerca de R$ 7 mil gastos com consultas, exames e medicamentos. Nesta segunda-feira (20), passou por uma nova avaliação médica, e a documentação foi encaminhada para a marcação da cirurgia, que deve ocorrer na próxima semana. Ele afirma que não houve imprudência, alta velocidade nem falha mecânica — apenas a condição da via.

Moradores relatam que a prefeitura fez um reparo nos paralelepípedos da rua apenas depois do acidente.

Um problema que se repete pela cidade

Problemas no bairro Verona se arrastam há vários meses

 

O caso do São Roque, na Zona Norte, não é isolado. O NB Notícias registrou recentemente situação semelhante no extremo oposto da cidade, na Zona Sul, no principal acesso ao bairro Verona.

Ali, o cruzamento das ruas José Giordani e Casemiro Frâncio ficou meses em más condições após intervenções da Corsan e obras municipais de drenagem. O trecho ficou sem sinalização adequada, e motoristas relataram ter de trafegar pela contramão em horários de pico e enfrentar lama em dias de chuva. Na ocasião, a prefeitura atribuiu a demora na recomposição do asfalto às condições climáticas do inverno, sem informar um prazo para a conclusão.

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