Segunda, 20 de Julho de 2026
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RS confirma primeiro caso de gripe aviária em aves de subsistência

Foco foi identificado em Coqueiros do Sul, na região Noroeste; diagnóstico não altera o status sanitário do Estado e não há risco no consumo de carne e ovos

Redação
Por: Redação
20/07/2026 às 08h20
RS confirma primeiro caso de gripe aviária em aves de subsistência
Foto: Reprodução

O Rio Grande do Sul registrou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), popularmente conhecida como gripe aviária, em aves de subsistência (criações domésticas ou de "fundo de quintal"). O foco da doença foi confirmado no município de Coqueiros do Sul, localizado na região Noroeste do Estado. O laudo técnico oficial foi emitido pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP).

A suspeita teve início após uma notificação de sanidade animal, atendida por técnicos do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). As amostras biológicas foram coletadas e enviadas ao laboratório paulista, que é a unidade de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA).

Impacto comercial e consumo seguro

As autoridades reforçam que a população e o setor produtivo não devem entrar em pânico. A confirmação do vírus em aves de subsistência traz as seguintes garantias:

  • Status sanitário mantido: a infecção neste tipo de criação não altera a condição do Rio Grande do Sul e do Brasil como territórios livres de IAAP perante o mercado internacional;

  • Exportações normais: as barreiras comerciais não são afetadas, garantindo o fluxo normal do comércio de produtos avícolas;

  • Consumo sem riscos: não existe qualquer perigo na ingestão de carne de frango ou de ovos, uma vez que a gripe aviária não é transmitida através do consumo de alimentos cozidos ou processados.

Como parte dos protocolos internacionais de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul iniciará uma varredura sanitária na região afetada. Equipes realizarão visitas técnicas e inspeções em todas as propriedades e granjas comerciais localizadas em um raio de até 10 quilômetros a partir do ponto do foco, além de intensificar ações locais de educação, orientação e conscientização com os criadores da região.

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