
Edison Luiz Teixeira Rodrigues, de 45 anos, morreu na manhã deste sábado, 18, após ter a morte encefálica confirmada. Ele estava internado em estado grave no Hospital Municipal de Novo Hamburgo desde a terça-feira, 14, quando foi encontrado desacordado na calçada de uma clínica no bairro Primavera.
A família contesta a versão apresentada pela clínica. Segundo os parentes, a coordenadora informou que Edison teria saído correndo após um desentendimento, tropeçado e batido a cabeça. Os familiares afirmam, porém, que ele chegou ao hospital com hematomas pelo corpo que consideram incompatíveis com uma queda simples.
A Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu a investigação. A Polícia Civil busca imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas para esclarecer as circunstâncias da morte.
O caso foi registrado na quarta-feira pelo pai da vítima, Edison Quevedo Rodrigues. Conforme o boletim de ocorrência, Edison Luiz teria ido ao local para cobrar a devolução de um valor referente a maio, mês em que deixou o tratamento após um desentendimento.
Ainda segundo o relato, a coordenadora teria negado o reembolso sob a justificativa de que apenas a mãe de Edison, responsável pela contratação do serviço, poderia fazer o pedido.
A irmã da vítima, Juliane Teixeira Rodrigues, também aponta divergências nas informações. Ela afirma que a mãe e a namorada de Edison ouviram inicialmente que ele teria sido atropelado. Depois, a clínica teria apresentado a versão de que ele correu, caiu e bateu a cabeça.
A família espera que as gravações do local ajudem a esclarecer o caso. A investigação permanece em andamento.