Sexta, 17 de Julho de 2026
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Operação apreende 1.500 galos de rinha na Serra Gaúcha

Polícia Civil cumpriu mandados em criatórios suspeitos de treinar e vender aves para rinhas; galos da raça Mura eram negociados por até R$ 30 mil cada.

Redação
Por: Redação
17/07/2026 às 16h24 Atualizada em 17/07/2026 às 16h33
Operação apreende 1.500 galos de rinha na Serra Gaúcha

Uma operação da Polícia Civil apreendeu cerca de 1.500 galos em criatórios suspeitos de promover rinhas na Serra Gaúcha. A ação ocorreu entre quinta e sexta-feira, com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão nas cidades de Gramado e Igrejinha.

Segundo o delegado Gustavo de Mattos Brentano, as aves estavam em situação de maus-tratos e foram encontradas em criatórios que as procriavam, comercializavam e treinavam para rinhas — prática proibida por lei no Brasil. Os galos, da raça Mura, eram vendidos por valores entre R$ 20 mil e R$ 30 mil cada, o que dá a dimensão econômica do esquema investigado.

Além das aves, foram apreendidos celulares dos investigados, documentação que, segundo a polícia, comprova a comercialização, e uma arma de fogo.

A investigação começou a partir de denúncias sobre a existência de criatórios clandestinos destinados ao comércio e ao treinamento de galos para rinhas. O delegado destacou a importância da colaboração da população na denúncia de práticas ilegais e de maus-tratos a animais.

A operação contou com o apoio das secretarias de Meio Ambiente dos dois municípios, da Secretaria estadual da Agricultura, do Instituto-Geral de Perícias e da Patrulha Ambiental da Brigada Militar. As aves apreendidas ficaram sob responsabilidade das secretarias de Meio Ambiente, aguardando recolhimento e destinação adequada.

As investigações continuam para identificar a origem dos animais e apurar a participação de outras pessoas em possível associação criminosa. Ninguém foi preso ou denunciado até o momento, segundo as informações divulgadas.

Onde denunciar

Denúncias de rinhas, criatórios clandestinos e maus-tratos a animais podem ser feitas à Polícia Civil, à Patrulha Ambiental da Brigada Militar ou pelo Disque-Denúncia. A prática de rinha é crime ambiental, e a colaboração da população foi o ponto de partida desta investigação.

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