
Um violento episódio de violência contra a mulher mobilizou as forças policiais na noite desta terça-feira, no município de Nova Santa Rita. Um jovem de 18 anos foi preso em flagrante após invadir a residência de sua ex-namorada e estuprá-la. A agressão ocorreu em um imóvel localizado na Rua Dona Nena, no bairro Pedreira.
De acordo com as informações confirmadas pelas autoridades, o agressor entrou na casa armado com uma faca e utilizou a arma branca para ameaçar a vítima. Vizinhos que residem nas proximidades escutaram os gritos de socorro vindos da casa, decidiram intervir, arrombaram o local e conseguiram conter fisicamente o criminoso.
A intervenção dos populares alterou o andamento dos fatos na residência:
Autoflagelação: Ao se ver encurralado e impedido de fugir pelas testemunhas, o agressor tentou tirar a própria vida desferindo cortes nos pulsos e no pescoço utilizando a mesma faca do crime;
Atendimento Médico: A Guarda Civil Municipal foi acionada com urgência para a ocorrência e encaminhou o indivíduo sob custódia para receber socorro hospitalar na Policlínica 24 Horas da cidade;
Encaminhamento Legal: De acordo com o delegado Cristiano Reschke, titular da Delegacia de Polícia de Nova Santa Rita, o jovem não aceitava o término do relacionamento amoroso. O flagrante foi lavrado e ele segue detido pelo crime de estupro.
A jovem recebeu os primeiros socorros de acolhimento pela Brigada Militar, passou por avaliações clínicas e exames periciais obrigatórios de protocolo e foi direcionada para um serviço especializado da rede de proteção estadual.
A Secretaria de Segurança Pública e os órgãos de Justiça reforçam a rede de apoio disponível para o enfrentamento de crimes contra a dignidade sexual na Serra Gaúcha, em Bento Gonçalves e em todo o Rio Grande do Sul:
Emergências: A Brigada Militar atende chamados imediatos por meio do telefone 190;
Denúncias e Informações: O Disque 180 funciona 24 horas por dia para orientar e colher relatos de abusos;
Apoio Jurídico e Psicológico: Vítimas de violência de gênero podem buscar amparo gratuito na Defensoria Pública do Estado, no Ministério Público (MP-RS) e nos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM).