
O inverno começou com extrema severidade na América do Sul. Uma intensa massa de ar frio de origem polar avançou pela Argentina, provocando nevascas generalizadas, congelamento de pistas e temperaturas negativas expressivas. O fenômeno, que transformou paisagens em pontos turísticos tradicionais do país vizinho, está em pleno deslocamento e tem como rota o território brasileiro nos próximos dias.
De acordo com o Serviço Meteorológico Nacional (SMN) da Argentina, os termômetros despencaram na manhã desta segunda-feira (22), registrando marcas gélidas como -4,8°C em Perito Moreno, -4,4°C em El Calafate, -4,2°C em Malargüe e -4,0°C em Maquinchão. Além do frio extremo na Patagônia, o avanço da frente fria em direção ao centro do continente causou fortes transtornos rodoviários.
O impacto do ar polar foi sentido com força na província de Córdoba, onde a neve e a chuva congelada começaram na noite de domingo (21) e acumularam ao longo da madrugada:
Rodovias Interrompidas: A Polícia Rodoviária argentina determinou o fechamento total de trechos da rodovia provincial E-34, na região serrana de Altas Cumbres, devido à formação de camadas espessas de gelo na pista e à visibilidade horizontal reduzida;
Turismo Congelado: Cidades turísticas famosas, como La Cumbrecita, amanheceram completamente cobertas por um manto branco, com acúmulo de neve em telhados, ruas e áreas de vegetação;
Alerta nos Andes: Na Cordilheira, a previsão indica que a chegada de um sistema de baixa pressão vindo do Oceano Pacífico trará ainda mais umidade na segunda metade da semana, intensificando as nevascas e gerando rajadas de vento que podem superar os 60 km/h;
Rumo ao Brasil: O sistema de alta pressão empurra essa massa de ar seco e gelado para o Sul do Brasil, prometendo derrubar as temperaturas de forma acentuada no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina ao longo dos próximos dias.
As autoridades de transporte e a Defesa Civil da Argentina mantêm o estado de alerta máximo para os deslocamentos em regiões montanhosas, enquanto meteorologistas brasileiros passam a monitorar a intensidade com que o vento minuano e as geadas devem atingir os municípios gaúchos a partir desta virada de tempo.