Terça, 01 de Setembro de 2026
Publicidade

NR-1 exige nova postura do RH sobre saúde mental no trabalho

Mudança na legislação inclui riscos psicossociais no gerenciamento ocupacional, ampliando o olhar sobre sobrecarga, assédio e jornadas excessivas n...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
11/06/2026 às 23h31
NR-1 exige nova postura do RH sobre saúde mental no trabalho
Gui Birck

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que entrou em vigor no dia 26 de maio, marca uma mudança importante na forma como as empresas devem lidar com saúde e segurança no trabalho. A partir de agora, riscos psicossociais integram oficialmente o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), ampliando a responsabilidade das organizações sobre fatores relacionados à saúde mental e à forma como o trabalho é estruturado.

Na prática, situações como jornadas exaustivas, excesso de horas extras, pressão excessiva por metas, assédio moral ou sexual, falta de pausas, conflitos interpessoais e desequilíbrio entre vida profissional e pessoal entram de forma explícita no radar das fiscalizações do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Embora muitos desses fatores já fossem observados de forma indireta em normas ligadas à ergonomia e saúde ocupacional, a atualização transforma o tema em exigência formal, com necessidade de identificação, acompanhamento contínuo, adoção de medidas preventivas e comprovação documental.

Para Fernando Lemmertz e Luiz Eduardo Cezar, diretores da Secullum Software, empresa especializada em soluções para gestão de RH e DP, a mudança reforça um movimento que já vinha ganhando espaço dentro das empresas, mas que agora passa a exigir maior estrutura. "Não basta mais reconhecer que esses riscos existem. A nova NR-1 exige acompanhamento permanente, atuação preventiva e registros que comprovem esse gerenciamento. Sem dados estruturados, não existe gestão de risco, existe tentativa", afirmam.

Isso significa que, com a atualização, o impacto recai diretamente sobre a rotina dos setores de Recursos Humanos, e o acompanhamento da jornada deixa de ser apenas uma obrigação operacional e passa a se conectar à prevenção de riscos ligados ao bem-estar e à saúde emocional dos colaboradores.

De acordo com Lemmertz e Cezar, esse novo cenário exige mudança de postura, já que é obrigação do RH ter maior controle sobre volume de horas extras, pausas, escalas e sinais recorrentes de sobrecarga dentro das equipes. "O RH deixa de atuar somente quando o problema aparece e passa a assumir um papel estratégico e preventivo dentro da organização. É preciso acompanhar o dia a dia com mais proximidade, interpretar dados e transformar essas informações em ações concretas voltadas à saúde e à segurança das pessoas", explicam.

A mudança ocorre em um momento de atenção crescente ao tema: em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais,segundo dados do Ministério da Previdência Social. O levantamento reforça o avanço das discussões sobre saúde emocional no ambiente corporativo e seus impactos sobre produtividade, absenteísmo, turnover e clima organizacional.

Empresas ainda enfrentam desafios para se adequar

Apesar de a norma já estar em vigor no Brasil, muitas empresas ainda não estão totalmente preparadas para atender às novas exigências. Entre os principais entraves estão a falta de histórico confiável, baixa rastreabilidade de informações, dependência de planilhas e dificuldade em transformar percepções subjetivas em indicadores acompanháveis. "Muitas organizações ainda operam com pouca visibilidade sobre a jornada real dos colaboradores. Isso dificulta identificar sinais de excesso, acompanhar padrões e agir antes que o problema se transforme em afastamento, conflito interno ou passivo trabalhista", pontuam os diretores da Secullum.

De acordo com o MTE, os auditores-fiscais do trabalho poderão verificar se a empresa identificou adequadamente os riscos psicossociais, se há registro formal dessas análises dentro do PGR e se existem medidas concretas implementadas para reduzir os impactos. Caso seja constatada ausência de gerenciamento ou ações insuficientes, as empresas podem ser autuadas e as multas variam conforme o porte da organização, número de funcionários e gravidade da infração.

Para auxiliar no processo de adaptação, a Secullum Software desenvolveu um checklist gratuito com orientações práticas. O material reúne respostas para dúvidas frequentes relacionadas ao tema e propõe uma verificação dos principais pontos observados pela lei. Ele pode ser acessado aqui.

Tecnologia é uma aliada para comprovar conformidade

Com a exigência de monitoramento contínuo e documentação comprobatória, ferramentas digitais passam a ocupar um papel cada vez mais relevante no processo de adequação à norma. Na avaliação da Secullum Software, a tecnologia se torna aliada tanto da gestão de pessoas quanto da segurança jurídica das empresas. "Quando a empresa centraliza essas informações em um sistema, ela ganha previsibilidade. O RH consegue agir preventivamente, reduzir falhas manuais e construir uma base sólida de dados para tomada de decisão e auditorias", destacam Lemmertz e Cezar.

Por meio do Secullum Ponto Web, por exemplo, é possível acompanhar jornadas em tempo real, visualizar horas extras, identificar excessos recorrentes, gerar históricos confiáveis e manter rastreabilidade sobre registros e alterações. Além do controle de ponto eletrônico, a empresa também oferece recursos voltados à percepção e bem-estar dos colaboradores, com funcionalidades de Qualidade de Vida no Trabalho (QVT), que permitem ao RH acompanhar de forma contínua indicadores relacionados ao ambiente interno e à experiência das equipes.

"Os próximos desafios do setor estarão cada vez mais ligados à saúde mental, ao equilíbrio entre produtividade e bem-estar e ao uso estratégico de dados para prevenção de riscos psicossociais. A tendência é que as empresas transformem a percepção de riscos em ações práticas, contínuas e baseadas em informações confiáveis, deixando para trás processos manuais e modelos de gestão apenas reativos", concluem os gestores.

Sobre a Secullum Software

Com sede em Campo Bom (RS), a Secullum Software atua há 26 anos no desenvolvimento de sistemas de controle de ponto e gestão de acesso. Especialista em soluções para RH e DP, atende mais de 150 mil empresas em todo o Brasil e impacta cerca de 7 milhões de usuários diariamente. Além do compromisso de entregar soluções que tornam a gestão mais eficiente, a desenvolvedora preza pela segurança, inovação, transparência e honestidade nos seus relacionamentos.

Mais informações estão disponíveis em: www.secullum.com.br.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Divulgação / Pax
Tecnologia Há 4 dias

Pax redefine tecnologia na segurança pública do Brasil

Enquanto o mercado ainda mede inovação pela quantidade de equipamentos instalados, empresa aposta em IA para criar plataforma que evolui continuamente ao lado das forças policiais

Data centers de IA demandam grandes equipamentos de energia e logística complexa
Tecnologia Há 4 dias

Supercomputadores de IA desafiam logística de equipamentos

Para especialistas em logística de cargas sensíveis e de alto valor — como transformadores de energia — viabilizar essas megaestruturas depende de operações logísticas complexas, para evitar que esses equipamentos sejam danificados por impactos ou...

Aplicativo Quem é Ele? identifica sinais de relacionamento abusivo e atua na prevenção da violência contra a mulher
Tecnologia Há 4 dias

Aplicativo identifica sinais de relacionamento abusivo

A proposta do aplicativo Quem é Ele? é organizar sinais que hoje podem estar dispersos em fontes públicas e em conversas que a própria usuária pode compartilhar com a inteligência artificial do aplicativo. Essa combinação dá duas leituras em um re...

Foto: TOTVS (CONARH 2026)
Tecnologia Há 5 dias

TOTVS lança Superapp Meu RH e copiloto de IA para o setor

Novidades apresentadas no CONARH 2026 unificam a jornada do colaborador em um ecossistema único e introduzem o copiloto de IA capaz de executar tarefas complexas em formato conversacional

Tecnologia Há 5 dias

BMW i Ventures, Bosch Ventures, Hitachi Ventures e Yamaha Motor Ventures Lideram Investimento Estratégico na Nauta

Uma nova rodada de financiamento estratégico dos braços de investimento de risco de líderes industriais globais. além da participação de investidores existentes, valida a abordagem da Nauta que prioriza os dados para soluções de IA na cadeia de su...