
O município de Nova Petrópolis lançou oficialmente a programação do 53º Festival Internacional de Folclore, consolidado como um dos maiores encontros multiculturais do Rio Grande do Sul. Sob o tema "A diversidade que nos une", o evento deste ano ocorrerá de 16 de julho a 2 de agosto, transformando a Praça das Flores e outros espaços comunitários em um grande palco de integração étnica. Ao todo, a organização projeta a participação de mais de 2 mil bailarinos.
Serão 18 dias de programação totalmente gratuita para o público, englobando desfiles culturais, oficinas temáticas, mostras de artesanato, gastronomia típica, os tradicionais jogos germânicos e uma feira multicultural. A identidade visual desta edição traz a flor da cerejeira como símbolo, fazendo alusão à paisagem local de inverno e à beleza da pluralidade entre as nações.
O festival celebrará os 15 anos de cooperação com a IOV Brasil e sediará a 3ª Assembleia IOV das Américas, com a presença da presidência mundial da entidade.
A grade de espetáculos contará com uma estrutura robusta de companhias de dança, divididas entre diferentes origens geográficas:
Grupos Internacionais: Delegações confirmadas vindas do México, Canadá, Letônia, Chile, Peru, Equador e duas representações da Argentina;
Grupos Nacionais: Companhias de dança tradicionalistas vindas de Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio Grande do Norte;
Grupos Regionais e Locais: Presença de 6 grupos do RS (representando heranças ucranianas, polonesas, árabes e gaúchas), além de 20 grupos artísticos locais de Nova Petrópolis.
O impacto econômico do encontro reflete o potencial turístico da Região das Hortênsias. Segundo o Secretário Municipal de Turismo e Cultura, Rodrigo Barbieri Sangali, a expectativa é de que a ocupação na rede de hotéis e pousadas ultrapasse os 85% ao longo do período festivo. O fluxo intenso deve aquecer também os setores de restaurantes, malharias e o comércio varejista. A realização do Festival de Folclore de Nova Petrópolis reforça o papel da cidade como polo de preservação histórica, movimentando o turismo na Serra Gaúcha e consolidando a agenda da cultura no Rio Grande do Sul em 2026.