
O consumo de vinho no Brasil cresceu 41,9% em 2025 e chegou ao maior volume da série histórica: 4,4 milhões de hectolitros, o equivalente a 440 milhões de litros. O dado é da Organização Internacional da Vinha e do Vinho, a OIV, e coloca o País na contramão do mercado mundial, que recuou 2,7% no mesmo período.
A alta brasileira chama atenção porque nove dos dez maiores mercados consumidores do mundo beberam menos vinho em 2025. Estados Unidos, França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Rússia, Argentina e China registraram queda. O Brasil, ao contrário, avançou e passou a responder por 2,1% do consumo mundial da bebida.
O crescimento ocorre em um mercado ainda pequeno na comparação com países tradicionais. Mesmo assim, mostra uma mudança de hábito. O vinho deixou de aparecer apenas em datas especiais e ganhou espaço em restaurantes, mercados, adegas, experiências turísticas e compras on-line.
No ranking nacional, o Rio Grande do Sul lidera o consumo per capita. Levantamento da Ideal BI citado por veículos especializados aponta 3,35 litros por habitante ao ano no Estado. Santa Catarina vem em seguida, com 3,02 litros. Espírito Santo, Distrito Federal, Minas Gerais e São Paulo completam a lista dos maiores mercados por habitante.
A expansão coincide com a semana da Fenavinho, em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. A cidade realiza, até dia 14 de junho a 21ª edição da Festa Nacional do Vinho, junto da 34ª ExpoBento, no Parque de Eventos. A programação reúne vinícolas, gastronomia, atrações culturais e ações ligadas ao enoturismo.
A 21ª Fenavinho ocorre em um momento favorável para o setor. A feira e a festa contam com mais de 500 expositores, cerca de 90 atrações artísticas e a expectativa é de superar R$ 60 milhões em negócios.
O recorde nacional mostra que o vinho brasileiro ganhou espaço na taça. A dúvida, agora, é se esse avanço será passageiro ou se o País começou a formar uma nova geração de consumidores.