
A Brigada Militar deflagrou nesta segunda-feira (1º de junho) a "Operação Mulher Segura 2026", uma grande mobilização em âmbito estadual voltada ao combate à violência doméstica e familiar. A iniciativa tem como meta prioritária intensificar a fiscalização do cumprimento de medidas protetivas de urgência e derrubar os índices de feminicídio no Rio Grande do Sul, por meio do fortalecimento da Patrulha Maria da Penha.
De acordo com o Comandante-Geral da corporação, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, a ofensiva segue um cronograma rigoroso de ações integradas. Os esforços operacionais estarão concentrados, de forma especial, nos municípios gaúchos que apresentam maior incidência histórica de crimes de gênero.
A estratégia desenhada pelo comando foca no monitoramento constante para evitar que as agressões evoluam para crimes letais. Na avaliação do Subcomandante-Geral da Brigada Militar, coronel Jorge Dirceu Abreu Silva Filho, a presença física dos policiais nas ruas é o ponto central para garantir que as ordens expedidas pelo Poder Judiciário sejam rigorosamente respeitadas pelos agressores.
Para dar conta do volume de demandas, o tenente-coronel Cristiano Moraes, coordenador estadual das Patrulhas Maria da Penha, explica que o reforço no policiamento foi desenhado com base em critérios técnicos e estatísticos. As equipes extras vão priorizar os endereços mapeados e integrados ao Sistema de Planejamento e Estatística (SPE) da corporação.
— As ações de reforço ocorrerão onde o programa já está implementado, especialmente nos locais com elevado número de vítimas em acompanhamento — detalha o coordenador estadual.
O planejamento técnico da operação prevê a realização de visitas diárias às residências das mulheres sob proteção do Estado. Para viabilizar a meta, a Brigada Militar mobilizou um esforço conjunto, unindo o efetivo orgânico especializado da Patrulha Maria da Penha a policiais militares que atuam em setores administrativos ou em outras modalidades de policiamento.
Como suporte à operação, as guarnições começaram a utilizar uma nova ferramenta tecnológica desenvolvida internamente pelo setor de TI da Brigada Militar. O sistema otimiza as rotas de deslocamento das viaturas em tempo real, o que permite que as Patrulhas Maria da Penha e as Patrulhas Escolares ampliem consideravelmente a quantidade de visitas e abordagens em um mesmo turno de serviço.
Com o emprego de tecnologia de ponta e o incremento de pessoal, o comando da Brigada Militar projeta um aumento expressivo na capilaridade do serviço e na prevenção em todo o território gaúcho. A operação não tem data para terminar e deve gerar relatórios semanais de prisões e acompanhamentos de mulheres em situação de vulnerabilidade.