Quinta, 28 de Maio de 2026
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Operação desarticula quadrilha que desviou R$ 250 mil de campanha para tratamento de criança

Criminosos criaram um site falso e utilizavam softwares para alterar a chave Pix no momento da transferência; duas pessoas foram presas

Redação
Por: Redação
28/05/2026 às 13h23 Atualizada em 28/05/2026 às 15h10
Operação desarticula quadrilha que desviou R$ 250 mil de campanha para tratamento de criança
Foto: Reprodução

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (28), uma operação interestadual para desmantelar uma organização criminosa que desviou cerca de R$ 250 mil em doações financeiras. O montante era integralmente destinado ao tratamento de saúde de uma criança acometida por uma síndrome rara, residente no município de Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

A ofensiva policial foi coordenada em solo gaúcho e executada de forma simultânea nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Até o momento, as autoridades confirmaram o cumprimento de ordens judiciais que resultaram na prisão preventiva de duas pessoas nas cidades de Contagem (MG) e Londrina (PR).

Clonagem de site e adulteração do Pix

De acordo com o relatório da investigação, os golpistas clonaram detalhadamente a página oficial de arrecadação mantida pela família, apropriando-se indevidamente da imagem e da história da criança para sensibilizar internautas e atrair as contribuições financeiras.

A engenharia do golpe contava com suporte tecnológico avançado:

  • Interceptação digital: O grupo utilizava softwares específicos que monitoravam os acessos à página falsa.

  • Redirecionamento automático: No momento exato em que o doador tentava efetuar a transferência via Pix, o programa alterava os dados da chave e direcionava o dinheiro para a conta bancária de uma empresa de fachada.

O esquema criminoso começou a desmoronar graças à atenção de um colaborador da campanha. Ao revisar os dados na tela de confirmação do banco antes de validar o envio do Pix, ele notou que a conta de destino não correspondia a nenhum membro da família da criança, mas sim a uma pessoa jurídica sediada fora do território gaúcho, e fez a denúncia.

"Estamos verificando a extensão das atividades do grupo e identificando outras possíveis fraudes", afirmou o delegado Ebert Moreira Neto, responsável pela condução do caso.

A linha de investigação da Polícia Civil agora trabalha para mapear se a quadrilha utilizava o mesmo modus operandi e criava outras páginas falsas para lesar novas vítimas pelo país. A operação segue em andamento com o objetivo de localizar o restante dos integrantes da rede de estelionato eletrônico e bloquear os bens dos suspeitos para garantir a recuperação dos valores desviados.

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