Terça, 26 de Maio de 2026
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Número de eleitores jovens cresce 14% no RS para as Eleições 2026

Estado tem mais de 58 mil adolescentes de 16 e 17 anos aptos a votar; Câmara de Porto Alegre analisa projeto de lei para incentivar o voto na categoria

Redação
Por: Redação
26/05/2026 às 14h40
Número de eleitores jovens cresce 14% no RS para as Eleições 2026
Ao fechamento do prazo de cadastramento eleitoral para as Eleições 2026, o Estado contabilizou exatamente 58.761 jovens. (Foto: Reprodução)

Embora o alistamento e o voto não sejam obrigatórios para menores de 18 anos, a parcela de eleitores jovens registrou um aumento expressivo no Rio Grande do Sul. Dados consolidados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) apontam que o número de cidadãos de 16 e 17 anos aptos a votar cresceu 14% em comparação com o último pleito municipal, realizado em 2024.

Ao fechamento do prazo de cadastramento eleitoral para as Eleições 2026, o Estado contabilizou exatamente 58.761 jovens com títulos válidos para exercer o direito ao voto de forma facultativa.

O perfil do eleitorado menor de idade

Para efeito de comparação, veja como os números evoluíram nos últimos dois anos no território gaúcho:

  • Em 2024: Havia aproximadamente 51,5 mil eleitores nesta faixa (sendo 18,5 mil com 16 anos e 33 mil com 17 anos).

  • Em 2026: O montante saltou para 58.761 cidadãos aptos, uma alta de mais de 7 mil novos cadastros.

Incentivo nas escolas e no calendário municipal

Paralelamente ao crescimento estatístico, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre se prepara para votar o Projeto de Lei nº 328/21, que visa instituir o Programa Municipal de Incentivo ao Voto a Partir dos 16 Anos. A proposta é de autoria do vereador Giovani Culau (PCdoB) e da ex-vereadora suplente Vitória Cabreira (PCdoB).

A matéria busca incluir no calendário oficial da capital gaúcha a Semana Municipal de Conscientização do Voto Jovem, além de promover ações pedagógicas contínuas sobre cidadania, alistamento eleitoral e a importância do voto responsável.

“A partir do momento em que o município introduz no seu calendário oficial a semana dedicada à divulgação desse direito, nós podemos ter resultados ainda melhores. Quando isso acontece, quem ganha é a democracia brasileira”, avalia Culau.

Como o prazo para a inscrição e a regularização de novos títulos para o pleito deste ano se encerrou no dia 6 de maio, a Justiça Eleitoral não realiza mais novas inclusões até o encerramento do processo de votação, em 2 de novembro. Portanto, caso a lei municipal venha a ser aprovada pelos vereadores de Porto Alegre nas próximas sessões, os seus efeitos práticos de mobilização serão válidos apenas para as eleições futuras.

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