Quarta, 29 de Abril de 2026
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Facção que monitorava passos da polícia é alvo de operação com 13 prisões

Investigação contra o grupo “Anti-Bala” revela que líderes comandavam tráfico de dentro da prisão e utilizavam rede de batedores para vigiar viaturas

Redação
Por: Redação
29/04/2026 às 08h56 Atualizada em 29/04/2026 às 09h50
Facção que monitorava passos da polícia é alvo de operação com 13 prisões
Integrantes da facção Anti-Bala foram alvo de ação em Butiá. (Foto: PC)

A Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), deflagrou na manhã desta quarta-feira, 29 de abril, a Operação Cerco Fechado no município de Butiá. A ofensiva desarticulou uma célula da facção criminosa Anti-Bala, resultando na prisão de 13 integrantes. O grupo é investigado por manter um sofisticado esquema de tráfico de entorpecentes e, principalmente, por realizar o monitoramento sistemático da atuação policial na região para proteger seus pontos de venda.

A investigação, iniciada em maio de 2025, revelou que o comando das operações partia de dentro do sistema prisional. Mesmo detido, o líder da facção coordenava a distribuição de drogas, repassava ordens financeiras e orientava a logística do bando através de comunicações ilícitas. Durante as diligências, a análise forense de aparelhos celulares apreendidos expôs mensagens em que os criminosos trocavam informações em tempo real sobre a movimentação de viaturas e a presença de agentes nas proximidades das "bocas de fumo", permitindo que ocultassem drogas e evitassem flagrantes.

Além do monitoramento policial, a perícia telemática reconstruiu a estrutura financeira do grupo, que utilizava transferências via Pix e mantinha registros manuscritos de contabilidade paralela. Os agentes apreenderam cocaína, maconha, crack, armas de fogo, munições, veículos e valores em espécie. A Polícia Civil destacou que os integrantes possuíam funções bem definidas, divididas entre guarda de entorpecentes, intermediação com usuários e vigilância ostensiva dos pontos de tráfico.

O Departamento reforçou que a operação é um golpe importante na logística da facção na Região Carbonífera, uma vez que a extração de dados comprovou a ingerência direta da liderança presa sobre comparsas em liberdade. Os 13 detidos nesta quarta-feira foram autuados por tráfico de drogas e associação criminosa, permanecendo agora à disposição da Justiça para o prosseguimento do processo judicial.

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