Sexta, 19 de Junho de 2026
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Greve dos professores continua após rejeição de proposta da Prefeitura

Assembleia geral aprova contraproposta da categoria e mantém mobilização; profissionais exigem aumento real de 10%, segurança nas escolas e revisão do plano de carreira

Redação
Por: Redação
23/04/2026 às 23h58 Atualizada em 24/04/2026 às 08h21
Greve dos professores continua após rejeição de proposta da Prefeitura
Foto: Reprodução

A greve dos professores e técnicos da rede municipal de educação de Canoas ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (23). Em assembleia geral realizada no ginásio do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, a ampla maioria da categoria rejeitou as medidas apresentadas pelo Executivo e decidiu pela continuidade da paralisação. Segundo o Sindicato dos Professores Municipais de Canoas (Sinprocan), apenas 90 servidores — que ocupariam funções gratificadas — votaram a favor da proposta governamental, enquanto o restante da assembleia se posicionou contra, sem abstenções.

Após a votação, os trabalhadores aprovaram uma contraproposta que será entregue formalmente ao prefeito Airton Souza. O movimento também incluiu uma caminhada de protesto até a sede da Prefeitura para pressionar por avanços nas negociações. Um novo ato público está agendado para esta sexta-feira (24), e uma nova assembleia foi marcada para a próxima segunda-feira para reavaliar os rumos da greve.

Impasse nas Negociações

A proposta da administração municipal e as exigências do sindicato apresentam divergências significativas em pontos centrais:

  • Reposição Salarial: A Prefeitura ofereceu 4,26% na folha de maio com retroativo parcelado, além de projetar a aplicação do Piso Nacional apenas para maio de 2026. A categoria exige um aumento real de 10% ou gratificação específica para a educação.

  • Segurança e Carreira: Os servidores reivindicam a presença de vigilantes nas escolas até junho, a revisão dos planos de carreira e a realização de concursos públicos, posicionando-se contra processos de terceirização.

  • Benefícios e Gestão: A pauta inclui a ampliação da abrangência do vale-alimentação para todo o estado e a criação de um grupo de trabalho permanente, com reuniões quinzenais, para acompanhar as demandas.

A categoria também solicita que os dias de paralisação sejam integrados ao calendário de compensação letiva, sem prejuízo financeiro aos trabalhadores. Enquanto não houver um acordo sobre esses eixos, as aulas na rede municipal de Canoas seguem suspensas, mantendo a expectativa sobre a rodada de deliberações da próxima semana.

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