Quarta, 22 de Abril de 2026
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Monitores da educação infantil entram em greve no RS

Paralisação atinge nove escolas e cerca de 130 profissionais; categoria exige reconhecimento como magistério e equiparação ao piso nacional

Redação
Por: Redação
22/04/2026 às 20h30 Atualizada em 22/04/2026 às 20h37
Monitores da educação infantil entram em greve no RS
Foto: Reprodução

Cerca de 130 monitores da educação infantil da rede municipal de São Sebastião do Caí iniciaram, nesta quarta-feira (22), uma greve por tempo indeterminado. O movimento afeta diretamente nove escolas da cidade. Os servidores estão concentrados em frente à prefeitura desde as primeiras horas da manhã, utilizando cartazes e apitos para pressionar o Executivo por avanços nas negociações.

A principal reivindicação da categoria é o cumprimento da legislação federal que reconhece os monitores como profissionais do magistério. Com essa mudança, eles passariam a ter direito ao piso nacional dos professores, além de demandas específicas como tempo para planejamento pedagógico e recesso escolar de inverno.

Argumentos da Categoria e do Executivo

Segundo o Sindicato dos Municipários (Simcaí), os monitores possuem a mesma formação exigida para o cargo de professor, porém enfrentam jornadas mais extensas e salários inferiores. Relatos de profissionais com mais de 15 anos de atuação destacam que a greve foi o último recurso após tentativas de diálogo sem sucesso, criticando o que chamam de desvalorização e falta de empatia da administração municipal.

Por outro lado, a Prefeitura de São Sebastião do Caí emitiu uma nota oficial informando que:

  • Impacto Financeiro: A adequação ao piso nacional geraria um custo extra estimado em R$ 15 milhões por ano, o qual o município alega não possuir previsão de recursos.

  • Manutenção do Atendimento: O Executivo afirma que está trabalhando para manter as escolas de educação infantil em funcionamento, apesar da adesão dos servidores.

Os grevistas garantem que a paralisação só será encerrada quando houver uma proposta concreta que atenda às principais demandas do grupo. Até o momento, não há previsão de novas reuniões entre o sindicato e a prefeitura.

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