Quinta, 09 de Abril de 2026
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Trio é condenado por matar casal em igreja na Serra há 14 anos

Crime ocorreu em 2012 e réus foram condenados há mais de 50 e 60 anos de prisão

Redação
Por: Redação
09/04/2026 às 08h45 Atualizada em 09/04/2026 às 09h58
Trio é condenado por matar casal em igreja na Serra há 14 anos

O Tribunal do Júri da Comarca de Caxias do Sul sentenciou, nesta quarta-feira (8), três homens acusados de executar um casal durante um culto religioso na Serra Gaúcha. Após 14 anos de espera por justiça, as penas aplicadas aos réus variam entre 50 e 60 anos de prisão em regime fechado. O julgamento, que relembrou os detalhes do ataque que chocou a comunidade local, foi conduzido pelo juiz Thiago Dias da Cunha, titular da 1ª Vara Criminal do município. 

Rodrigo dos Santos de Castilhos e Jeferson dos Santos Pereira receberam penas de 50 anos cada, enquanto André Luiz Oliveira da Silva foi condenado a 60 anos de reclusão. Todos deverão cumprir em regime fechado. A defesa dos acusados ainda tem o direito de recorrer da condenação.

O duplo homicídio ocorreu na noite de 29 de abril de 2012, no interior da Igreja Assembleia de Deus Chama Pentecostal, localizada na Rua dos Caminhoneiros, no bairro Belo Horizonte. De acordo com os autos do processo, cerca de 60 fiéis participavam da cerimônia quando os criminosos armados invadiram o local. Testemunhas relataram que o trio anunciou o ataque atirando para o alto e ordenando que todos se deitassem no chão. Na sequência, eles se dirigiram diretamente às vítimas e efetuaram diversos disparos à queima-roupa, fugindo a pé logo após o crime.

As vítimas fatais foram identificadas como o pedreiro José Roberto Pires Hofman, de 44 anos, e a sua esposa, a dona de casa Jandira Alves Hofman, de 41 anos. Durante a ação criminosa, uma jovem de 20 anos que acompanhava o culto também acabou sendo atingida por um tiro no pé. Segundo a denúncia do Ministério Público (MPRS), o assassinato brutal foi motivado por vingança. O verdadeiro alvo do grupo seria um dos filhos do casal, que teria envolvimento na morte do irmão de um dos réus e não estava presente na igreja. 

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