
A partir desta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, entram em vigor as novas diretrizes de segurança do PIX determinadas pelo Banco Central. Mas, calma: você não vai pagar imposto para transferir dinheiro para seu amigo, nem terá seu dinheiro bloqueado sem motivo.
As mudanças visam combater uma praga recente: as contas "fantasmas" ou "laranjas" usadas por golpistas para escoar dinheiro roubado rapidamente.
O NB Notícias preparou um guia para você não cair em Fake News. Confira o que muda de verdade:
A principal novidade é o endurecimento contra fraudes.
Como era: Quando você caía em um golpe e denunciava, o banco bloqueava apenas a primeira conta que recebeu o dinheiro. Mas, geralmente, o golpista já tinha transferido o valor para uma segunda ou terceira conta, dificultando o rastreio.
Como fica: Agora, o sistema permite o bloqueio automático de contas em camadas. Se houver suspeita de fraude, o banco pode bloquear tanto a conta que recebeu quanto as contas seguintes para onde o dinheiro foi repassado.
Na prática: Se você for vítima de um golpe, a chance de recuperar o valor (através do Mecanismo Especial de Devolução - MED) aumenta, pois o sistema "congela" o caminho do dinheiro mais rápido.
Circulam em grupos de mensagens áudios dizendo que o governo vai começar a cobrar imposto ou taxa sobre cada PIX feito a partir de fevereiro. Isso é falso.
A regra continua a mesma: O PIX segue gratuito para pessoas físicas (transferências, pagamentos, etc).
Imposto de Renda: O que existe é o cruzamento de dados para evitar sonegação de grandes movimentações, mas isso não afeta o uso cotidiano de quem paga contas ou transfere dinheiro para familiares.
Muita gente ainda confunde essa regra (que começou a valer no fim do ano passado) com uma "nova proibição".
Relembrando: Se você comprou um celular novo ou formatou o seu, o limite para transferências via PIX nesse aparelho será de R$ 200,00 por operação (e R$ 1.000,00 total no dia).
Como resolver: Para liberar valores maiores, você precisa fazer o cadastro completo do novo aparelho no aplicativo do seu banco (geralmente com reconhecimento facial ou indo ao caixa eletrônico). Essa medida serve para evitar que um ladrão roube seu celular e consiga limpar sua conta usando um dispositivo desconhecido.
Outra mudança que ganha força em 2026 é o Pix Automático para pagamentos recorrentes (contas de luz, escola, assinaturas), substituindo o antigo Débito Automático. Essa função depende da oferta de cada banco e da adesão das empresas, mas promete facilitar a gestão das contas mensais sem taxas extras para o pagador.