
A Polícia Civil de Gramado indiciou três pessoas por furto, falsidade ideológica e incêndio culposo em um inquérito que apura as circunstâncias do incêndio que atingiu o Castelo de Gelo, um parque temático em construção na Serra Gaúcha. O incidente ocorreu na última semana de janeiro de 2026, e os indiciados incluem dois funcionários e um terceirizado da Dufrio, empresa encarregada da instalação das câmaras frias do icebar.
O equipamento furtado, conhecido como sitrad, é considerado essencial para entender a operação das máquinas de refrigeração e poderia esclarecer as causas do incêndio. Segundo o delegado regional de Gramado, Gustavo Barcellos, o indiciamento se baseia na suspeita de que os três indiciados tentaram acessar o local um dia após o incêndio, apresentando-se como membros da equipe do parque.
A Dufrio, por sua vez, refutou as alegações, afirmando que o indiciamento é "precoce e equivocado". A empresa declarou que seus colaboradores agiram sob orientação dos proprietários do empreendimento e com a autorização dos bombeiros para a retirada do sitrad, visando preservar informações relevantes para elucidar a situação.
Além disso, o presidente da Hector Studios, responsável pelo projeto do Castelo de Gelo, Eduardo Kny, afirmou que há documentos que evidenciam que os indiciados usaram identidades falsas para acessar a câmara fria. O prejuízo financeiro decorrente do incêndio é estimado em pelo menos R$ 25 milhões, e o local não possuía seguro.