
Na última sexta-feira, 16 de janeiro, a Organização Avícola do Rio Grande do Sul (O/A.RS) realizou uma coletiva em Porto Alegre para discutir os resultados do setor avícola em 2025. A reunião, que reuniu representantes da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas (Sipargs), destacou a importância do estado na produção e exportação de carne de frango, mesmo diante de desafios significativos nos últimos anos.
O balanço revelou que, apesar de adversidades como enchentes e surtos de Influenza Aviária, o Rio Grande do Sul manteve-se entre os três principais estados exportadores de carne de frango do Brasil. No total, foram abatidas aproximadamente 808 milhões de aves, registrando um leve crescimento de 1,5% em comparação a 2024. Entretanto, o cenário das exportações foi afetado pelos embargos decorrentes dos casos de Influenza Aviária, resultando em uma diminuição de 0,77% nas vendas externas, que totalizaram 686,3 mil toneladas de carne de frango.
O presidente executivo da O/A.RS, José Eduardo dos Santos, enfatizou que a restrição de exportações para a China teve um impacto direto nas vendas. "Se não tivéssemos enfrentado o bloqueio, poderíamos ter encerrado o ano com um leve crescimento", afirmou. A situação também se refletiu nas exportações de ovos, que caíram para 6,2 mil toneladas, resultando em uma queda de 3,91% em relação a 2024. No entanto, o faturamento do setor de ovos cresceu, alcançando US$ 23,6 milhões, um aumento considerável de 39,1%.
Olhando para o futuro, a O/A.RS projeta um cenário otimista para 2026, com a expectativa de um crescimento de 3% a 4% nas exportações de carne de frango e de até 20% nas vendas de ovos, desde que as condições sanitárias se mantenham estáveis e não ocorram desastres naturais significativos. O fortalecimento das práticas de biosseguridade e a atualização das normativas no setor avícola são fundamentais para garantir essa recuperação. Além disso, a O/A.RS continuará a promover campanhas para valorizar as marcas de produtos avícolas do Rio Grande do Sul, incentivando o consumo dessas proteínas essenciais.