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Cateterismo é procedimento aliado contra doenças do coração

Com duração média de 20 a 40 minutos, o cateterismo pode ser usado para diagnóstico de doenças cardíacas e com a intenção de tratar imediatamente a...

Redação
Por: Redação Fonte: Agência Dino
15/01/2026 às 17h11
Cateterismo é procedimento aliado contra doenças do coração
Imagem de Freepik

A cada ano, cerca de 400 mil pessoas perdem a vida no Brasil em decorrência de doenças cardiovasculares. O dado é da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e foi divulgado pela Agência Brasil. Entre os procedimentos que ajudam a salvar vidas, está o cateterismo, utilizado para avaliar a circulação coronariana e diagnosticar condições cardíacas, especialmente a doença arterial coronariana.

No cateterismo, é introduzido um cateter (semelhante a um fio longo) que permite o acesso ao coração, às artérias, aos vasos sanguíneos, entre outros. Como explica o médico cardiologista Dr. Abrahão Afiune Junior, ele também tem função terapêutica, já que é possível realizar procedimentos para restaurar o fluxo sanguíneo, como a angioplastia com stent.

"É um exame diagnóstico minimamente invasivo e dura, em média, de 20 a 40 minutos. Realizamos anestesia local no punho (algumas vezes se faz necessário realizar o exame pela virilha) e sedação leve, para melhor conforto do paciente. Introduzimos um cateter fino e flexível guiado até as coronárias sob visão por raio-X e injetamos contraste iodado para visualizar as artérias em tempo real para definição da anatomia, grau de obstrução e fluxo sanguíneo", detalha o Dr. Abrahão Afiune.

Segundo o médico, o paciente normalmente recebe alta no mesmo dia, a não ser que seja identificada obstrução coronariana significativa (bloqueio em uma ou mais artérias coronárias).

As indicações para fazer o cateterismo podem ser divididas em dois grupos, explica o cardiologista. O primeiro, de caráter diagnóstico, é quando há suspeita de que o paciente tenha doença coronariana significativa. Nesses casos, são comuns os relatos de dor no peito, exames complementares com alterações, histórico de insuficiência cardíaca ou queda inesperada da função do coração. O objetivo é, então, fazer o cateterismo para identificar a presença, localização e gravidade das obstruções.

"O segundo grupo é o da indicação terapêutica, quando o cateterismo é realizado com a intenção de tratar imediatamente a lesão coronariana. O exemplo mais clássico é a angioplastia com stent (em casos de infarto agudo do miocárdio, angina instável ou de alto risco, lesões graves previamente identificadas e quando existe indicação de abrir a artéria para alívio dos sintomas e redução de eventos futuros). Aqui, o objetivo é restabelecer o fluxo sanguíneo, aliviando a dor e protegendo o coração", pontua o Dr. Abrahão Afiune.

O especialista diz que, a partir dos 50 anos, a incidência de doença coronariana aumenta, especialmente em pessoas com fatores de risco (hipertensão, diabetes, tabagismo, histórico familiar etc.).

Os sintomas que merecem atenção são: dor ou pressão no peito, podendo irradiar para braço esquerdo, mandíbula, pescoço ou costas, falta de ar aos esforços, cansaço desproporcional, indigestão persistente ou mal-estar inexplicado, dor nas costas ou na mandíbula sem causa aparente, náuseas, sudorese fria ou sensação de desmaio — os últimos mais comuns em mulheres e diabéticos.

Qualquer desses sintomas, especialmente se recorrentes ou desencadeados por esforço, deve motivar avaliação médica com o cardiologista.

Avanços na Cardiologia

Avanços recentes da cardiologia intervencionista têm tornado o procedimento mais seguro, preciso e menos invasivo, afirma o Dr. Abrahão Afiune. Um exemplo é o uso de stents de última geração, mais finos e com melhor biocompatibilidade, diminuindo risco de trombose e reestenose (estreitamento de uma artéria que já havia sido tratada).

"Há também tecnologias desenvolvidas para melhorar indicação de angioplastia usando a fisiologia coronariana e uso de imagens intracoronárias que oferecem visualização detalhada de dentro da artéria, garantindo implante perfeito do stent e diagnóstico mais preciso. Outro exemplo é a utilização de contrastes mais seguros para pacientes com alergias ou função renal alterada", pontua o cardiologista.

"A evolução tecnológica permite identificar e tratar problemas cardíacos de forma rápida, eficaz e com recuperação acelerada. Para homens e mulheres acima dos 50 anos, especialmente com fatores de risco, estar atento aos sintomas e buscar avaliação precoce pode ser decisivo para prevenir infarto, doenças graves, complicações e até a morte", alerta.

Para saber mais, basta acessar o site oficial do Dr. Abrahão Afiune: https://drabrahaoafiune.com.br/

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