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Símbolo de mobilização de uma comunidade, Lauane perde a vida na luta contra doença rara

Jovem de 24 anos travava uma batalha pela vida contra a Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN) e a Anemia Aplástica, mas faleceu justamente após ter conseguido o tão sonhado transplante de medula óssea.

24/07/2021 às 14h23 Atualizada em 25/07/2021 às 22h01
Por: Redação Fonte: NB Notícias
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Símbolo de mobilização de uma comunidade, Lauane perde a vida na luta contra doença rara

Terminou de forma triste nesta sexta-feira, 23, a luta pela vida da jovem Lauane Cristina dos Santos, de 24 anos. Ela faleceu após mais de um ano de uma luta incansável para sobreviver a doenças raras, a Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN) e a Anemia Aplástica. O sepultamento aconteceu na manhã deste sábado, 24 no Cemitério Municipal Central.

A HPN é uma doença rara das células-tronco, caracterizada por uma anemia hemolítica, ou seja, quando a medula óssea não é capaz de repor os glóbulos vermelhos que estão sendo destruídos. Já a Anemia aplásica é um distúrbio no qual as células da medula óssea que se desenvolvem em células sanguíneas maduras se tornam danificadas. As células danificadas da medula óssea podem resultar em um baixo número de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e/ou plaquetas.

Lauane dos Santos foi considerada um exemplo de superação e de mobilização da comunidade de Bento Gonçalves desde o dia 9 de maio de 2020, quando começou com as transfusões de sangue para conter o avanço da doença rara que era acometida. De lá para cá, médicos, amigos, familiares, entidades, pessoas da comunidade que nem a conheciam se revesavam na doação de sangue. Ao longo de um ano foi assim, sendo que a única possiblidade de cura seria o transplante de medula óssea.

Pode ser uma imagem de 1 pessoaE o que parecia impossível, aconteceu. No mês de maio deste ano, Lauane foi submetida ao transplante de medula tão esperado. No dia 3 de junho, ela voltou a postar em sua rede social, informando a todos que logo teria alta e que a nova medula já estava trabalhando bem. Os médicos já haviam informado à família de que os primeiros 100 dias de transplante eram os mais delicados. Mesmo assim, Lauane estava feliz com a possibilidade cada vez mais próxima de ter uma vida normal ao lado do filho Pedro, de 2 anos, e do marido Ricardo. 

O dia 15 de julho marcou a data de sua última postagem. Ela estava no Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, para realixar exames de rotina, mas fez questão de tranquilizar a todos de que estava tudo bem. Porém, a partir daí, a situação do seu estado de saúde se agravou e a jovem veio a falecer nesta sexta-feira, 23. 

 

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