
A Companhia Energética Rio das Antas (Ceran) recebeu uma solicitação para a passagem de veículos de emergência pela estrada de travessia da Usina Hidrelétrica (UHE) 14 de Julho, conhecida como estrada da barragem. A liberação da via interna foi um pedido feito pela Prefeitura de Bento Gonçalves nesta terça-feira (29 de setembro) e servirá como medida emergencial para restabelecer a ligação na região após a destruição da ponte de Cotiporã, levada pela força da enxurrada na última semana.
A solicitação da Prefeitura de Bento Gonçalves visa garantir agilidade e segurança no atendimento médico, policial e de suprimentos prioritários para as comunidades da Linha Alcântara e Imaculada Conceição, localizadas no entorno da usina. O uso da estrutura da empresa viabiliza uma rota de tráfego rápido enquanto o fluxo normal da rodovia segue interrompido.
Em paralelo, o Executivo municipal avança nas alternativas para a população em geral. A Prefeitura de Bento Gonçalves estuda a viabilidade de licitar uma travessia provisória por balsa no local atingido, ao mesmo tempo em que cadastra projetos para obter recursos para a construção de uma nova ponte definitiva.
A Ceran se manifestou por meio de nota explicando a dificuldade em realizar a liberação do acesso no local. Confira a íntegra do comunicado abaixo.
Nota à imprensa
Nesta terça-feira, 29 de setembro, representantes da Ceran reuniram-se com a Prefeitura de Bento Gonçalves. O objetivo do encontro foi discutir projetos sociais voltados à população do entorno das Usinas da Ceran. Nesta reunião, a Prefeitura solicitou à Ceran a liberação para acesso de veículos de emergência na ponte de serviço da Usina 14 de Julho. A Ceran informou que a estrutura foi projetada para uso interno e não atende aos requisitos de uma via regulamentada.
Dessa forma, a liberação só poderia ser analisada pela companhia após a apresentação de um plano detalhado elaborado pelas autoridades competentes, como DAER, Polícia Militar, Defesa Civil e outros, que seriam responsáveis por garantir a segurança das pessoas e das instalações da companhia. Reforçamos que, até o momento, o acesso não está liberado e não foi apresentado um planejamento pelos órgãos públicos.