
A força-tarefa do governo federal, coordenada de forma conjunta pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pelo Ministério da Fazenda (MF), derrubou 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas online. A ofensiva ocorre na esteira da edição da medida provisória (MP) que determinou o fim das "bets" no país, com o objetivo de bloquear o acesso a plataformas não autorizadas e barrar a migração do mercado para novos endereços virtuais.
Um relatório produzido pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) do MJSP apontou que anúncios de apostas continuavam a ser veiculados em grandes plataformas como Google, Meta e TikTok. No Google, a fiscalização identificou 1,9 mil peças publicitárias associadas ao setor. Já na Meta, foram detectados anúncios ativados mesmo após a vigência da MP, utilizando táticas de dissimulação como nomes de páginas trocados e domínios mascarados para esconder os reais anunciantes. A nova regulamentação prevê dez dias para a retirada total da publicidade antiga e proíbe qualquer nova veiculação.
Paralelamente ao monitoramento das big techs, os agentes rastrearam 43 canais e grupos ativos no Telegram, que reúnem cerca de 212,6 mil membros expostos a propagandas ilegais de cassinos online, "robôs" de apostas e promessas de lucros irrealistas de até 260% ao mês. A lista com os canais clandestinos foi encaminhada para responsabilização técnica e administrativa. Levantamentos do setor de cibersegurança indicam que mais de 400 novos domínios irregulares tentaram se estabelecer no mercado nacional recentemente.