
A Polícia Civil obteve avanços significativos nas investigações para esclarecer o desaparecimento de Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, vista pela última vez em 6 de setembro no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O cruzamento de imagens registradas por câmeras de monitoramento permitiu à equipe de investigação mapear o último trajeto percorrido pelo automóvel utilizado pela jovem antes de sumir.
Um dos pontos centrais da apuração ocorreu no dia 16 de setembro, quando o veículo Volkswagen Gol foi localizado sem placas e sem uma das calotas em uma casa abandonada no bairro Portelinha, na zona sul de Tramandaí, após denúncia anônima. Peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) realizaram exames no imóvel e no automóvel, recolhendo materiais biológicos — incluindo uma unha atribuída à vítima —, além de impressões digitais. O telefone celular de Gabriela também foi apreendido e passa por análise de dados e redes sociais.
De acordo com o delegado encarregado do caso, Alexandre Souza, as diligências evoluíram e a polícia passou a considerar a hipótese de homicídio entre os cenários investigados, enquanto a tese de latrocínio (roubo seguido de morte) foi descartada. Gabriela desapareceu após sair de Torres com o carro da mãe em direção a Tramandaí, tendo realizado o último contato com uma amiga por volta das 23h do dia 6. Informações anônimas que auxiliem nas investigações do desaparecimento de Gabriela Evaldt Cardoso e no trabalho da Polícia Civil em Tramandaí podem ser repassadas pelo telefone 181.