Sexta, 07 de Agosto de 2026
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Azeites importados vendidos como extravirgem não cumprem classificação

Laudos oficiais do governo identificaram marcas renomadas reclassificadas como azeite virgem e até lampante, considerado impróprio para consumo

Redação
Por: Redação
07/08/2026 às 14h51
Azeites importados vendidos como extravirgem não cumprem classificação
Foto: Ilustração/Reprodução

Um laudo elaborado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), do Ministério da Agricultura, revelou que diversas marcas de azeite de oliva importados comercializadas no Brasil com o rótulo de "extravirgem" não cumprem os requisitos mínimos de qualidade. A análise sensorial atendeu a uma determinação judicial no âmbito de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo em face do Ministério da Agricultura e da Anvisa.

De acordo com o laudo técnico, marcas populares no mercado nacional — entre elas Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour — foram identificadas, na realidade, como azeite virgem. Já os produtos de marcas como Costa D’Oro e Terras de Camões foram enquadrados como azeite lampante, tipo de óleo não refinado considerado impróprio para o consumo humano.

Risco à saúde e posicionamento do setor

A procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn alertou que os resultados evidenciam um problema grave de proteção à saúde pública. Segundo o MPF, a comercialização de azeite lampante como se fosse próprio para consumo gera risco concreto à população, e novas medidas judiciais serão solicitadas para intensificar o controle de importações a granel e envasadas.

Destaques da análise oficial e impacto nutricional:

  • Reclassificados como azeite virgem: Rótulos das marcas Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour.

  • Classificados como azeite lampante: Rótulos das marcas Costa D’Oro e Terras de Camões, considerados impróprios para consumo direto.

  • Posicionamento do Ibraoliva: O presidente do instituto, Flávio Obino Filho, destacou que os laudos confirmam denúncias de que azeites velhos, defeituosos e descartados na Europa chegam às prateleiras brasileiras com preços reduzidos.

  • Perda de propriedades nutricionais: A nutricionista Isabel Kasper reforça que apenas o azeite extravirgem autêntico preserva polifenóis e compostos antioxidantes bioativos, substâncias essenciais para a proteção cardiovascular, cerebral e intestinal.

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