Segunda, 09 de Fevereiro de 2026
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'Pacientes Parceiros' acolhem mais de 3 mil pessoas na luta contra o câncer

Projeto do Hospital Tacchini promoveu mais de 200 encontros onde quem já venceu ou está vencendo a doença compartilha experiências com quem está iniciando o tratamento.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio
09/02/2026 às 15h20
'Pacientes Parceiros' acolhem mais de 3 mil pessoas na luta contra o câncer

O diagnóstico de câncer traz medos e incertezas, mas no Instituto do Câncer do Tacchini, ninguém precisa passar por isso sozinho. Ao longo de 2025, o projeto Pacientes Parceiros se consolidou como um pilar fundamental no tratamento oncológico, impactando a vida de 3,1 mil pessoas, entre pacientes e acompanhantes.

A iniciativa, que é referência nacional em humanização, promoveu 208 encontros durante o último ano. A dinâmica é simples, mas poderosa: quem já superou ou está na fase final do tratamento "dá a mão" para quem está começando a jornada.

Como funciona a corrente do bem

Os encontros acontecem de segunda a sexta-feira, durante as sessões de quimioterapia, e duram cerca de 1h30. Eles são conduzidos por um paciente parceiro — alguém que já viveu na pele os desafios da doença — e sempre acompanhados por um integrante da equipe multiprofissional do hospital.

Nestas rodas de conversa, o foco não é apenas a doença, mas a vida.

  • Troca de Experiências: O paciente parceiro compartilha sua visão sobre o enfrentamento, os desafios físicos e emocionais.

  • Espaço Aberto: Os novos pacientes podem tirar dúvidas, desabafar ou apenas ouvir. A participação é livre, e quem prefere privacidade pode realizar o tratamento em outro ambiente.

Humanização com resultados

Para Adriana Navarini Guedes, coordenadora do Núcleo de Experiência do Paciente, os números de 2025 refletem o sucesso de uma abordagem que coloca o ser humano no centro.

"O projeto mostra como a humanização do cuidado se traduz em resultados concretos... Esses números representam escuta, acolhimento e protagonismo do paciente, que passa a ter voz ativa no seu processo de cuidado", avalia a coordenadora.

O projeto reforça que, além dos medicamentos, a empatia e o exemplo de superação são remédios poderosos no processo de cura.

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