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Adolescentes gaúchos criam dispositivo com IA para detectar câncer de pele

Estudantes de 17 anos desenvolveram um dispositivo chamado SkinScan, que utiliza inteligência artificial para analisar lesões cutâneas e indicar, em poucos segundos, se há suspeita de malignidade.

Marcelo Dargelio
Por: Marcelo Dargelio Fonte: G1 RS
19/01/2026 às 09h48 Atualizada em 19/01/2026 às 10h57
Adolescentes gaúchos criam dispositivo com IA para detectar câncer de pele

Um grupo de estudantes do ensino médio de Porto Alegre (RS) apresentou uma inovação que pode contribuir para transformar o diagnóstico precoce do câncer de pele. Aos 17 anos, Fernanda Gib e Arthur Duval desenvolveram um dispositivo chamado SkinScan, que utiliza inteligência artificial para analisar lesões cutâneas e indicar, em poucos segundos, se há suspeita de malignidade.

O aparelho, com cerca de 500 gramas, foi produzido com auxílio de uma impressora 3D e reúne componentes como lente, bateria, tela sensível ao toque e placa computacional. A proposta é oferecer uma ferramenta rápida para avaliação inicial, especialmente em locais com menor acesso a especialistas.

O projeto teve início no Colégio João Paulo I e já rendeu reconhecimento à dupla: o SkinScan foi premiado na Mostratec, considerada a maior mostra de ciência e tecnologia da América Latina.

Como funciona

Segundo os idealizadores, o SkinScan realiza uma análise rápida ao capturar 12 imagens da lesão e, em cerca de dois segundos, emitir um alerta informando se o material deve ser considerado suspeito. A IA do dispositivo foi treinada com um banco de dados de mais de 10 mil imagens, incluindo lesões benignas e malignas.

Apesar do potencial, a tecnologia ainda não foi autorizada para testes em humanos. Atualmente, o funcionamento está restrito à avaliação de imagens, etapa considerada fundamental antes do avanço para validações clínicas.

O professor Giovane Irribaren de Mello, coordenador do Laboratório de Robótica do JPSul e coorientador da iniciativa, ressalta que o objetivo não é substituir profissionais da saúde.

“A ferramenta não pretende substituir o médico, mas atuar como um recurso de triagem e apoio, contribuindo para o diagnóstico precoce”, destaca.

Câncer mais comum no Brasil

O Ministério da Saúde aponta que o câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil. Quando identificado no início, as chances de cura superam 90%. No Rio Grande do Sul, historicamente, os índices de incidência costumam ser elevados, o que torna ainda mais relevante o desenvolvimento de recursos que acelerem a detecção.

Atualmente, a equipe afirma estar em conversas com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, buscando parcerias para ampliar o projeto e futuramente viabilizar novas etapas de testes e aprimoramento da tecnologia.

 

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