Quarta, 14 de Outubro de 2026
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MDB negocia para fazer parte da Mesa Diretora da Câmara em 2027

Enquanto lideranças do partido tratam como normal a articulação por espaço no comando do Legislativo, presidência da sigla descarta categoricamente qualquer composição com o Governo Amarildo.

Por: Jonathan Zanotto
14/10/2026 às 09h24 Atualizada em 14/10/2026 às 11h15
MDB negocia para fazer parte da Mesa Diretora da Câmara em 2027
Foto: Reprodução/Especial NB Notícias

A especulação política de que o MDB estaria negociando a entrada na base do Governo Amarildo Lucatelli, em Bento Gonçalves, mobilizou os bastidores da Câmara de Vereadores. Rumores apontavam que o líder da bancada, vereador Moises Scussel, estaria articulando diretamente com a presidência do Legislativo um acordo que envolveria tanto a composição da próxima Mesa Diretora quanto cargos no Poder Executivo.

A reportagem ouviu os principais nomes do MDB envolvidos no processo para esclarecer os limites dessas conversas e a real postura da sigla perante a administração municipal. O presidente do MDB em Bento Gonçalves, Matheus Dalla Zen Borges, foi enfático ao rebatizar as informações e separar a atuação no Legislativo de qualquer movimento em direção ao Governo Municipal.

"Não existe nenhuma conversa em relação ao MDB ingressar no governo. O que existe, na verdade, é uma conversa para que exista uma participação na mesa diretora da Câmara de Vereadores. A mesa diretora deve ser composta de forma plural, com vários partidos, na medida do possível proporcional às bancadas. Esta é a única conversa que existe. Isso não envolve o Poder Executivo, são coisas distintas." — afirmou Matheus Dalla Zen.

Na Câmara, o líder do MDB, vereador Moises Scussel, confirmou que existem movimentações para que o partido ocupe espaço na governança da Casa, mas ressaltou que nada foi selado até o momento.

"Existe conversas com relação à mesa diretora sim, do MDB integrar a mesa diretora, o que considero normal acontecer. Mas não há nada definido até o presente momento. Entendo que a Câmara de Vereadores é um poder independente e internamente, os 17 vereadores decidem quem vai integrar a mesa diretora. Ademais, essa decisão, embora seja dos vereadores, no MDB é uma decisão a ser dividida com o partido." — pontuou Scussel.

Por sua vez, o vereador Alcindo Gabrielli preferiu manter a postura institucional ao ser questionado sobre o tema, declarando que, em respeito à hierarquia e às instâncias partidárias, os posicionamentos oficiais da sigla cabem à presidência do MDB.

Com as manifestações oficiais, o MDB busca delimitar suas fronteiras políticas no município: enquanto admite o diálogo institucional de bancada para compor a Mesa Diretora com base no princípio da proporcionalidade legislativa, nega qualquer aliança partidária ou ocupação de secretarias no Poder Executivo.