O deputado italiano Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, formalizou um requerimento junto aos ministérios das Relações Exteriores e do Interior da Itália cobrando explicações formais sobre o processo de concessão de cidadania aos irmãos Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro. O parlamentar questiona se a família obteve tratamento privilegiado para agilizar o trâmite nas repartições consulares no Brasil.
De acordo com as informações apresentadas por Bonelli, Flávio e Eduardo entraram na lista de espera da Embaixada da Itália em Brasília em 2020 e compareceram pessoalmente ao local após o segundo turno de 2022 para cobrar andamento ao pedido. Embora a fila de espera regular nos consulados do país em solo brasileiro possa ultrapassar dez anos, os dois obtiveram o reconhecimento em 2023, enquanto Carlos obteve o documento em 2024. A família requereu o direito via jus sanguinis, com base no bisavô de Jair Bolsonaro, originário da região do Vêneto.
Registros migratórios apontam que Flávio Bolsonaro utilizou o passaporte europeu para ingressar na Argentina antes de seguir viagem para os Estados Unidos nesta semana. Em sua manifestação, o deputado italiano criticou a possibilidade de uso do documento para contornar restrições judiciais e citou o caso da ex-deputada Carla Zambelli, afirmando que a Itália não pode se transformar em um refúgio para políticos que respondem à Justiça em seu país de origem.