Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participam nesta sexta-feira (23) do último debate antes da votação do segundo turno, marcada para domingo (25). O encontro é na TV Globo, a partir das 21h20, logo após o Jornal Nacional, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação de César Tralli.
Este é apenas o segundo debate entre os dois no segundo turno. O primeiro foi no domingo passado (18), na Band. Outros dois encontros previstos foram cancelados: o da Record, marcado para 11 de outubro, e o do consórcio “Momento da Decisão”, de 15 de outubro. Nos dois casos, as organizações alegaram incompatibilidade nas agendas dos candidatos.
O debate será dividido em quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. A proposta é aprofundar os planos de governo dos candidatos, com discussões sobre temas de interesse da população.
No primeiro bloco serão realizadas seis rodadas com assuntos relacionados às diferentes regiões do país e a um tema prioritário de âmbito nacional, de forma a aprofundar a exposição de propostas e programas de governo de cada um dos candidatos. Cada candidato terá três minutos por rodada, divididos entre pergunta e réplica ou resposta e tréplica.
No segundo e no terceiro blocos, os candidatos escolherão entre os temas apresentados no telão para fazer as suas perguntas, mantendo a mesma dinâmica de tempo. Nestes três primeiros blocos, o candidato que tiver a palavra poderá se movimentar pelo cenário livremente. Enquanto isso, o oponente deve se manter em seu púlpito até chegar a sua vez de falar.
No quarto bloco, de tema livre, cada candidato terá oito minutos de fala, sem limite de intervenções. E poderá se movimentar livremente pelo seu lado do cenário.
É a pergunta que se repete a cada ciclo eleitoral, e a resposta histórica é mais modesta do que a expectativa.
Estudos sobre comportamento eleitoral indicam que debates raramente produzem viradas. Eles tendem a reforçar escolhas já feitas e a mobilizar quem já tinha preferência, mais do que a converter adversários. A maior parte do eleitorado chega à última semana com o voto decidido.
Há exceções conhecidas, e elas costumam envolver não o debate em si, mas um episódio dentro dele que domina a conversa pública nos dias seguintes.
O que muda neste caso é a margem. As duas pesquisas mais recentes antes desta sexta-feira apontavam empate técnico: o Datafolha, realizado em 13 e 14 de outubro, registrou 47% para Flávio Bolsonaro e 45% para Lula, com margem de erro de dois pontos, registro BR-00466/2026. O Quaest, feito entre 10 e 13 de outubro, apontou 46% a 44%, mesma margem, registro BR-08729/2026.
Numa disputa dentro da margem de erro, movimentos pequenos — da ordem de um ou dois pontos — podem ter peso que não teriam em um cenário de vantagem larga.